Mel, o que perdeu poder em Hollywood

A Bruxa do Bem

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

28 de julho de 2010 | 00h00

15H55 NA GLOBO

(The Good Witch). Canadá, 2007. Direção de Craig Pryce, com Catherine Bell, Chris Potter, Catherine Disher, Peter Macneill, Matthew Knight.

Mulher misteriosa chega a pequena cidade para habitar casa que é considerada assombrada. Logo começam os boatos - será uma bruxa? O título não deixa margem a dúvida. É, e do bem. O filme é que não vale grande coisa. Reprise, colorido, 98 min.

Sinais

22H NA REDE BRASIL

(Signs). EUA, 2002. Direção de M. Night Shyamalan, com Mel Gibson, Joaquin Phoenix, Cherry Jones, Rory Culkin, Abigail Brelin.

Mel Gibson descobre estranhos sinais em suas plantações e, na sequência, a casa é invadida por alienígenas hostis. Super Mel anda passando por maus momentos na vida e na carreira e Hollywood, tão politicamente correta, decidiu que ele não é mais "poderoso" no cinemão. Mas a persona do astro, por mais questionável que seja sua conduta, é essencial neste filme em que o diretor Shyamalan transforma os encontros de terceiro grau em outra coisa. O herói é um pastor que perdeu a fé após a morte da mulher e o filme se interroga sobre Deus, o sentido da existência, etc. Shyamalan é grande e rever Sinais é um bom aperitivo à espera de O Último Mestre do Ar, que foi demolido pela crítica dos EUA. Fique frio. Os críticos de lá haviam detestado o anterior A Dama da Água, que é ótimo. Reprise, Colorido, 107 min.

A Era do Gelo 2

23H15 NA RECORD

(Ice Age - The Meltdown). EUA, 2006. Direção de Carlos Saldanha.

O segundo filme da série iniciada por Chris Wedge em 2002 foi o primeiro que o brasileiro Saldanha dirigiu sozinho em Hollywood. Depois de se unirem na tentativa de devolver um bebê humano à sua família, o mamute, o tigre de dente de sabre e a preguiça gigante tentam fugir à grande inundação que se seguirá ao degelo. No caminho, Manny, o mamute, último de sua espécie, descobre fêmea por quem se apaixona. E o roedor segue no seu desesperado esforço para, enfim, papar a avelã. Muito bom, mas o 3, que Saldanha também dirigiu, é ainda melhor. Reprise, colorido, 90 min.

Intercine

2H NA GLOBO

A emissora exibe o preferido do público entre - Motivos, de Craig Ross Jr, com Shemar Moore, Golden Brooks, Sean Blakemore e Vivica A Fox, sobre homem que trai a mulher e espera manter sua aventura extraconjugal secreta, mas a história vaza e a situação dele se complica cada vez mais; e Caçada sem Trégua, de Kevin Stenney, com Eric Roberts, Arnold Vosloo, John Rhys-Davies e Tony Lo Bianco, sobre policial que investiga série de assassinatos; as vítimas foram atingidas por disparos, mas não existem vestígios de balas nem de pólvora nos cadáveres.

Amanhã

A Globo exibe amanhã, no Intercine, o preferido do público entre - A Condessa Branca, de James Ivory, com Ralph Fiennes, Natasha Richardson, Vanessa Redgrave, Hiroyuki Sanada, Lynn Redgrave e Allan Corduner, última parceria do diretor com o produtor Ismail Merchant, que morreu antes do lançamento, sobre diplomata cego que abre um bar em Shangai, em 1936, e contrata condessa russa, que virou prostituta, para divulgar o estabelecimento; o tema do filme é menos a relação dos dois que o bar como refúgio elegante para as tensões da guerra que se aproxima (Inglaterra/EUA/Alemanha/Chile, 2005, fone 0800-70-9011); e A Profecia, de Richard Donner, com Gregory Peck, Lee Remick, Patrick Troughton, David Warner e Billie Whitelaw, primeiro de uma série sobre casal que acolhe menino e ele é o enviado do Diabo para iniciar o reinado das sombras (EUA, 1976, fone 0800-70-9012).

TV Paga

Caminho para Guantánamo

22 H NO TELECINE CULT

(Road to Guantánamo). Inglaterra, 2006. Direção de Michael Winterbottom e Mat Whitecross, com Riz Ahmed, Farhad Harun, Waqar Saddiqui, Arfan Usman.

Quatro ingleses de ascendência paquistanesa são considerados suspeitos de terrorismo e enviados à base norte-americana de Guantánamo. O thriller político dos diretores Winterbottom e Whitecross constrói-se como um documentário - nos limites da ficção - para denunciar a aberração jurídica criada pelo ex-presidente George W. Bush na sequência do ataque às torres gêmeas. A administração do ex-premier Tony Blair não sai menos chamuscada. Vencedor do Urso de Prata para melhor direção em Berlim. Reprise, colorido, 95 min.

Um Clarão nas Trevas

1H55 NO TCM

(Wait Until Dark). EUA, 1967. Direção de Terence Young, com Audrey Hepburn, Alan Arkin, Richard Crenna, Efrem Zimbalist Jr.

Audrey Hepburn faz cega aterrorizada por criminosos que procuram por drogas que acreditam estar escondidas em seu apartamento. A peça de Frederick Knott foi um grande êxito nos palcos de todo o mundo. O filme é sólido e tem a assustadora cena do pulo do gato de Alan Arkin. Veja para saber do que se trata. Reprise, colorido, 108 min.

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