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Médico é condenado pela morte de Michael Jackson

Júri decidiu que Conrad Murray é culpado; juiz deve anunciar a pena em breve

estadão.com.br com agências,

07 de novembro de 2011 | 19h13

SÃO PAULO - Após quase oito horas de deliberação entre a última sexta-feira e esta segunda, o júri chegou à conclusão de que o médico Conrad Murray, há seis semanas sob julgamento pelo homicídio não intencional de Michael Jackson, é culpado.

 

A decisão foi anunciada na tarde desta segunda-feira, e a sentença será declarada pelo juiz do caso, Michael E. Pastor, em breve.

 

Ao proclamar o veredicto do júri, Pastor chegou a afirmar que Murray é uma ameaça pública, e decretou a prisão imediata do médico pelas próximas três semanas, período em que será estudado o tipo de cárcere em que cumprirá o resto de sua pena.

 

Por motivos de segurança, o condenado chegou ao tribunal para ouvir a leitura do veredicto por uma entrada alternativa, descendo em um estacionamento subterrâneo onde não houve contato com o público que aguardava do lado de fora do prédio.

 

Abatido, Murray ouviu o juiz sem demonstrar emoção alguma, em comportamento similar ao que apresentou durante todo o julgamento.

 

Na tarde da última quinta-feira, a promotoria solicitou ao júri o veredicto de culpabilidade, afirmando que as evidências que incriminam o médico eram "arrasadoras".

 

"As evidências neste caso são claras - de que Conrad Murray agiu com negligência criminosa, que Conrad Murray causou a morte de Michael Jackson, que Conrad Murray deixou Prince, Paris e Blanket, sem um pai", afirmou o promotor David Walgren.

 

Murray, que foi contratado para cuidar de Jackson enquanto ele se preparava para uma série de concertos na turnê de despedida This Is It, nega o homicídio involuntário, mas não depôs no julgamento.

 

 

Walgren afirmou que Murray violou o seu dever ético e legal como médico, dando a Jackson o poderoso anestésico de uso controlado propofol em sua casa como um auxílio para dormir.

 

"Michael Jackson pagou com sua vida" pela negligência de Murray, disse Walgren na última quinta-feira, enquanto os pais do cantor, Joe e Katherine, ambos vestidos de preto, ouviam na sala do tribunal.

 

Jackson foi encontrado sem vida em sua mansão em Los Angeles em 25 de junho de 2009, aos 50 anos. Foi constatado que ele morreu de uma overdose de propofol, que normalmente é usado em cirurgias, e sedativos.

 

Do lado de fora do tribunal, a movimentação de jornalistas, curiosos e fãs inconformados do astro pop é muito grande. Muitos comemoram a decisão, com cartazes condenando o médico.

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