Médico de Michael Jackson negocia rendição, dizem advogados

Advogados do médico de Michael Jackson disseram na quinta-feira que estão negociando sua rendição às autoridades de Los Angeles, em meio a rumores na imprensa de que ele poderia ser indiciado por homicídio culposo dentro de 24 horas.

REUTERS

05 Fevereiro 2010 | 09h09

O cardiologista Conrad Murray, que admite ter administrado ao "Rei do Pop" uma dose do poderoso anestésico propofol, que deveria ajudá-lo a dormir, deve ser formalmente acusado pela morte do cantor na sexta-feira, segundo o site de celebridades TMZ.com.

Ed Chernoff, advogado de Murray, não quis comentar detalhes, mas declarou em nota no site do seu escritório: "Estamos presentemente negociando com a Promotoria Distrital a rendição do dr. Murray. Os detalhes não foram acertados e, quando o acordo estiver completo, iremos informar mais neste site."

A Promotoria disse que, até a noite de quinta-feira, não havia nada a anunciar quanto à data do indiciamento.

Murray, que estava na casa de Jackson na hora da sua morte, em 25 de junho, tem sido o foco das investigações criminais há meses. A necropsia concluiu que Jackson foi vítima de homicídio, causado principalmente pelo propofol e pelo sedativo lorazepam. Um coquetel de outros analgésicos, sedativos e um estimulante também foi encontrado no seu organismo.

O médico tem dito que não fez nada de errado, e declarou aos investigadores que não foi o primeiro médico a administrar propofol a Jackson, segundo documentos judiciais.

Murray havia sido contratado em maio para cuidar do cantor, que na época se preparava para uma temporada de shows em Londres, retomando uma carreira que havia sido praticamente paralisada por causa do processo judicial de 2005 em que o cantor de "Thriller" era acusado de pedofilia.

(Reportagem de Jill Serjeant)

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