McKee, roteirista de Hollywood, promove curso em SP

O roteirista Robert McKee, 68 anos, é o maior vencedor de Oscar de todos os tempos. Mesmo sem nunca ter levado sequer uma estatueta dourada para casa. É que ele foi professor de muitos ganhadores da maior premiação do cinema mundial. Somados, os prêmios que os alunos de McKee já amealharam, chega-se à impressionante marca de 33 Oscar e 168 Emmy. Entre seus ex-alunos, estão alguns dos principais atores, diretores e roteiristas de Hollywood, como Peter Jackson, Kirk Douglas, Joel Schumacher e Akiva Goldsman. No Brasil desde anteontem, McKee iniciará, neste sábado, um curso que vai até terça-feira com dicas sobre como escrever uma boa história. O evento acontecerá no shopping Eldorado, no Teatro das Artes.

AE, Agência Estado

13 de maio de 2010 | 09h04

O roteirista americano elogiou o cinema nacional e comparou os brasileiros aos australianos, na forma como cada um enxerga sua própria indústria cinematográfica. "O cinema brasileiro tem grande reputação no mundo. Vocês fazem ótimos filmes", diz. Dentre os títulos nacionais que ele mais gosta estão "O Beijo da Mulher Aranha" (1985), "Dona Flor e Seus Dois Maridos" (1976), "Central do Brasil" (1998) e "Cidade de Deus" (2002). "Em Los Angeles e em Nova York ninguém mais fica surpreso quando um filme brasileiro se destaca", conta.

Na hora de responder o que faz um filme ser bom, McKee respondeu com outra pergunta. "O que faz uma música ser boa? Isso é muito subjetivo. Mas, para mim, um bom filme tem takes que me seguram pela emoção ou intelectualidade e ampliam e aprofundam esse interesse pelas duas horas seguintes. E o final tem de satisfazer o espectador. Mas o que satisfaz cada um, não dá para dizer."

Ele cita como exemplo o filme "Amor Sem Escalas", com George Clooney. "O final me satisfez, mas muita gente não gostou. O personagem de Clooney chega ao final exatamente como ele estava no começo. Esse ponto foi o que me agradou e o que desagradou a outras pessoas", explica. Para o professor, "Amor Sem Escalas" merecia o Oscar, em vez de "Guerra ao Terror". "Mas não quero de jeito nenhum ser jurado da Academia. Não gosto de ficar julgando se um filme é melhor do que o outro."

Em seus cursos, McKee deixa claro que não é fácil escrever roteiros e que essa profissão não é para qualquer um. "É fácil você descobrir quem não tem talento. Logo nas primeiras linhas, eu já sei que aquela pessoa não tem futuro. Talentos precisam ser lapidados. Eu leio o roteiro e percebo que a pessoa tem potencial, mas que precisa ser aprimorado". O curso custa R$ 1.250 e as inscrições são feitas no site www.mckeestorybrasil.com. As informações são do Jornal da Tarde.

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