Max B.O. e a sucinta poesia da periferia

HIP HOP

, O Estado de S.Paulo

29 de janeiro de 2011 | 00h00

MAX B.O.

ENSAIO, O DISCO

Fábrica de Rap

Preço: R$ 15

BOM

Em Ensaio, o Disco, Max B.O., mais conhecido como apresentador do programa Manos e Minas, da TV Cultura, reúne raps acumulados durante dez anos de carreira. O disco é irregular, pela falta de vigor com que o MC profere algumas rimas, pela falta de resistência ao clichê em certos momentos ("a vida é uma ciência difícil de entender"; "Vou na paz. Trabalho, amor, sinceridade, família"). Mas a mesmice é quebrada pelas faíscas altamente criativas de estrofes sucintas, que descrevem cenas da periferia com um olhar cinematográfico, explorando sonoridade, candência e rima com inteligência: "A rua ilumina as esquinas deixando sombras à mostra. A luz é pouca, alucina, mas dá para ver a proposta: Um prédio esconde a lua. Um Giroflex recua. A luz um poste salva, mais uma alma na rua... Não é tinta aquele vermelho sobre o asfalto", rima o MC em Luz da Rua. A produção das batidas é simples e há uma outros momentos como este acima, além de um bom freestyle no fim do disco. Rap cru por um habilidoso MC.

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EMICIDIO

Artista: Emicida

Álbum: Emicida Gravadora: Laboratório Fantasma Preço: R$ 5

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