Maureen Bisilliat/Divulgação
Maureen Bisilliat/Divulgação

Maureen Bisilliat abre mostra 'Pele Preta' em Paraty

Com 30 imagens, a fotógrafa Maureen Bisilliat abre hoje a exposição "Pele Preta" e fala sobre seu trabalho na 6.ª edição do festival Paraty em Foco. A mostra é um capítulo da exposição "Maureen Bisilliat - Fotografias", organizada pelo Instituto Moreira Salles, e fica aberta na cidade, na Galeria Zoom, até 31 de outubro. A escolha desses registros foi feita pela própria artista, cujo acervo de mais de 16 mil imagens foi incorporado ao do IMS em 2003.

AE, Agência Estado

16 de setembro de 2010 | 10h03

É um dos seus primeiros ensaios feitos por Maureen, trazido a público em 1966 no MAM de São Paulo. São retratos de personagens anônimos, mas a novidade estava na estética que ela criou, no domínio absoluto do chiaroscuro. Técnicas que ela, nascida na Inglaterra, desenvolveu em estudos com o pintor André Lothe em Paris, em 1955, ou no Art Students League em NY (1957), antes de se fixar no Brasil.

Nas imagens de Maureen transparece a busca pela cultura brasileira e seu apego à literatura. Mas não só. Muito antes da palavra se tornar moda, já era uma artista multimídia. Há mais de 20 anos trabalha com vídeo, textos, monta e recorta.

Sempre em busca de desafios, no Paraty em Foco ela traz algo inédito que será mostrado na palestra de hoje: "Não gosto de ficar só falando e projetar meus trabalhos não faz sentido para mim", conta. "Durante a exposição em São Paulo, junto com o fotógrafo e cineasta Lucio Kodato, filmamos a exposição em 35 mm." Para tanto usaram uma grua para sobrevoar as várias salas da mostra. "O filme tem só 8 minutos, mas é como se o espectador deslizasse pela exposição."

Não surpreende Maureen ter feito um filme sobre sua mostra. Em seus ensaios, suas reportagens, vê-se sempre a sua necessidade de pensar em sequência, um pensamento fílmico. Interessada em discutir e pensar a foto contemporânea, espera no encontro poder ouvir e falar sobre a nova forma de entender a arte: "Quando comecei, a fotografia falava por si, agora fala através de um autor." Este discurso sobre o fazer imagético é o que a impulsiona a produzir mais. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

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