MASSAS

Grupo californiano Sublime with Rome traz a São Paulo esta noite o concerto do seu novo disco, Yours Truly

JOTABÊ MEDEIROS, O Estado de S.Paulo

22 de março de 2013 | 02h12

Três anos após ressuscitarem a banda com Rome Ramirez, um garoto de origem mexicana rechonchudo e engraçado, os veteranos do ska punk Sublime with Rome já podem dizer que experimentam uma segunda existência no planeta. Eles desembarcam hoje para show no HSBC Brasil, às 22 horas, e ainda passam por 7 cidades brasileiras.

Rome Ramirez, que vem da Bay Area de São Francisco, assumiu os vocais e o papel de frontman do grupo Sublime em 2010 - o trio tinha perdido seu vocalista, Brad Nowell, em 1996, vitimado por uma overdose de heroína. Foi uma atitude temerária: Nowell era amado pelos fãs, e Ramirez teve de enfrentar a desconfiança. Mas não afinou.

"Nunca quis imitar Brad, sempre fui eu mesmo. Os fãs acabaram compreendendo isso", disse Ramirez em entrevista por telefone. Ele trouxe uma abordagem diferente para o trio, basicamente por conta de sua formação mais eclética e sem orientação específica. "Ouço todos os tipos de música, de Misfits a Boy George. Também sou de origem hispânica, tenho um background cultural muito presente em meu estilo de vida", considera o vocalista, que também carrega consigo uma tatuagem do metal barroco do Coheed and Cambria.

Em 2011, o trio (liderado pelo baterista Bud Gaugh e pelo baixista Eric Wilson) gravou, já com Rome, o disco Yours Truly, uma "reanimação sonora" de feliz recepção pelos fãs, num estúdio de El Paso, no Texas, com o produtor Paul Leary. O fato de carregarem o nome de Rome Ramirez como uma espécie de "sobrenome" do grupo se explica por causa de uma ação na Justiça movida por um grupo homônimo que já usava o Sublime. "Foi estranho, porque sempre tivemos esse nome como parte da gente. Mas, ao mesmo tempo, é só um nome, são as músicas que importam", disse o baterista Bud Gaugh.

O disco novo já tem estrada, mas Rome também traz na bagagem a São Paulo uma surpresa: sua novíssima estreia solo, um álbum que tem participação de Nate Ruess (do grupo Fun.) e outras estrelas, além de uma pegada eletrônica. Terá produção assinada por Jeff Bhasker. O garoto está ensaiando seu primeiro voo longe dos padrinhos veteranos, Gough e Wilson.

Era para o Sublime with Rome ter vindo no fim do ano passado, mas a turnê na América do Sul foi suspensa em cima da hora. "Foi uma questão de harmonização de datas, o nosso agente é que tomou a decisão. Não foi nada grave, nada especial", ele conta.

Segundo diz Rome, a música surgiu para ele como uma espécie de refúgio, uma forma de escape. Ele vivia com problemas escolares e achava que não estava à altura das expectativas das pessoas próximas, o que o deixava meio caído. Foi então que começou a compor e a tocar as próprias canções, o que acabou causando a sua descoberta.

Sublime with Rome já veio a São Paulo duas vezes (tocaram na primeira edição do festival SWU), e Rome brinca em sua avaliação da cidade: "A maconha daí poderia ser melhor, mas o hash é de muito boa qualidade", diverte-se.

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