Masp: só custo de gerador zera receita

O Museu de Arte de São Paulo, cuja luz foi cortada em 23 de maio pela manhã, recebe visitação normalmente, após ter passado toda a terça-feira fechado por falta de energia elétrica. O corte foi ordenado pela AES Eletropaulo, a quem o Masp deve 7 anos de fornecimento de energia e cerca de R$ 3,5 milhões.Para manter-se em funcionamento, o Masp alugou dois geradores de 450 KWA (a diesel). No mercado, o aluguel diário de cada gerador destes é de R$ 3.500,00, o que resulta numa conta de R$ 7 mil no fim do dia. O valor é quase o equivalente à receita diária do Masp com a bilheteria da exposição de obras de Edgar Degas.A visitação no museu na última quarta-feira foi de 960 pessoas. O ingresso custa R$ 15,00, mas boa parte dos visitantes é de estudantes, que pagam menos (R$ 7,00). Assim, é provável que a receita do dia tenha ficado bem abaixo de R$ 10 mil nesse primeiro dia pós-apagão. Em relação à eletricidade, o gasto pode ser ainda mais assustador se a situação perdurar: o Masp vai ter uma conta extra de R$ 210 mil ao fim de um mês (quase três vezes mais alta do que a conta de luz da Eletropaulo, R$ 80 mil mensais, que o museu não paga há 7 anos).

Agencia Estado,

25 de maio de 2006 | 13h28

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