Masp ganha atenção do público após episódio do furto

O Masp (Museu de Arte de São Paulo Assis Chateaubriand) andava imerso em uma tremenda crise financeira e até passou pelo vexame de ter seu fornecimento de energia cortado pela Eletropaulo, em maio de 2006. Além disso, o público parecia não se importar mais com ele. Há tempos, a freqüência do lugar estava aquém do seu rico acervo de Renoir, Monet, Van Gogh e afins. Daí, no último dia 20 de dezembro, aconteceu o roubo dos quadros.A esta altura, todo mundo já sabe que "O Retrato de Suzanne Bloch", de Pablo Picasso, e o "Lavrador de Café", do Cândido Portinari, foram resgatados em Ferraz de Vasconcelos, cidade da região metropolitana de São Paulo. Resultado: o furto - e o resgate dos quadros - serviu como um marketing involuntário e rendeu ao museu a atenção do público, de empresários e de políticos.Recuperá-lo, no ano em que completa 60 anos, seria um presente para a cidade. Na reabertura do museu, no último dia 11, às 11h, uma fila de 100 pessoas formou-se na bilheteria. ?Normalmente, nesse horário, a gente não tem nem 15 visitantes?, disse um bilheteiro, que pediu para não ser identificado. ?Mas pode reparar, a maioria não é de São Paulo?, completou.O bilheteiro tinha razão. Estavam lá turistas do interior de São Paulo, de Estados como Roraima e até dos Estados Unidos. No dia da reabertura, o Masp recebeu um total mil pessoas. Já no sábado, o número de visitas duplicou: 2 mil freqüentadores, segundo estimativa divulgada pela direção do museu.

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