Masp está com a luz cortada

O diretor do Museu de Arte de São Paulo (Masp), o arquiteto Julio Neves, está nesse momento reunido com diretoria da Eletropaulo tentando fazer com que a empresa religue a luz do museu, desligada essa manhã, por conta de uma dívida de R$ 3,5 milhões do museu com a Eletropaulo. O corte de luz no museu ameaça seriamente a megaexposição Degas: O Universo de Um Artista, com a obra de Edgar Degas (1834-1917), em curso no Masp e que levou um ano de preparação. A mostra, estimada em R$ 3 milhões, abriga 196 obras, boa parte de museus estrangeiros como o Musée d?Orsay de Paris; National Gallery de Londres; Metropolitan Museum de Nova York; Musée Picasso de Paris; The Art Institute de Chicago; National Gallery de Washington; e o Museu de Arte da Filadélfia. Mas não é só: o museu possui 7.517 peças de arte, incluindo 1.483 pinturas e esculturas e 1.066 gravuras e 1.466 desenhos. Em 1981, esse acervo foi estimado em US$ 140 milhões. Mas é considerado inestimável, sem valor concreto de mercado.Sem a luz, a reserva técnica climatizada do Masp, que guarda obras raras e delicadas (como pergaminhos e peças de egiptologia), pode entrar em colapso e comprometer a conservação do material.A dívida de luz do Masp não é a única que possui. O museu também tem uma dívida ativa com o INSS hoje estimada em R$ 3 milhões, que questiona na Justiça (metade do orçamento anual do museu).Ainda assim, em 2004, o museu adquiriu, por R$ 10 milhões, o prédio vizinho ao museu, na Avenida Paulista, 1.510. Em janeiro, deverá pagar a última parcela da aquisição, de R$ 2,6 milhões. O presidente do museu pretendia erguer ali uma torre metálica de 70 metros acima do edifício, mas foi impedido pelos órgãos do patrimônio. Há dois anos, a crise financeira fez o museu penhorar uma obra avaliada em R$ 4,2 milhões.Matéria alterada às 19h55

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.