Marilyn revisitada

Em 1957, Marilyn Monroe já era a maior estrela de Hollywood, mas vivia um drama íntimo. O cinemão fizera dela um mito sexual, o maior de todos, e Marilyn queria ser respeitada como atriz. Tudo ocorreu rapidamente - ela foi ter aulas de interpretação no Actor's Studio, casou-se com o dramaturgo Arthur Miller - e aceitou interpretar a comédia The Prince and the Showgirl na Inglaterra, com direção de Laurence Olivier.

O Estado de S.Paulo

22 de abril de 2012 | 03h08

O filme foi lançado no Brasil como O Príncipe Encantado. Virou cult. Deu, anos mais tarde, origem a um livro de Colin Clark, o assistente pessoal de Mr. Olivier. Clark fez de sua semana com Marilyn o acontecimento de sua vida. Hollywood fez um filme sobre o assunto.

Michelle Williams, em princípio, não se assemelha a Marilyn. Mas, platinada, ela se metamorfoseia em MM e coloca na tela a sensualidade e também a vulnerabilidade da mulher mais desejada do mundo. Williams foi indicada para o Oscar de atriz. Perdeu para a dama de ferro Meryl Streep. OK, Meryl era imbatível, mas ninguém teria reclamado de uma eventual vitória da ex-sra. Heath Ledger.

Kenneth Branagh foi indicado para melhor coadjuvante. Como shakespeariano profissional, ele tem de se medir o tempo todo com o mito Laurence Olivier. Sua recriação de 'Larry' é genial. / LUIZ CARLOS MERTEN

SETE DIAS COM MARILYN

Direção: Simon Curti (Inglaterra/ 2011, 99 min.). Elenco: Michelle Williams, Eddie Redmayne, Julia Ormond. Estreia prevista para sexta.

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