Marilyn, em papéis que marcaram

Monstros S.A.

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

02 de agosto de 2012 | 03h11

16H05 NA GLOBO

(Monsters, Inc). EUA, 2001. Direção de Peter Docter, David Silverman.

A energia de Monstrópolis, a cidade dos monstros, é alimentada pelos gritos das crianças. Mas quando uma delas, destemida, invade o local, é todo um mundo que corre o risco de entrar em colapso. Simpática animação da Pixar correalizada por Pete Docter, que depois faria melhor - sozinho - em Up, Altas Aventuras. Reprise, colorido, 106 min.

Balada Para Uma Rainha

23H30 NA CULTURA

(Ballade Pour Une Reine). França, 2012. Direção de Don Kent.

O jubileu do reinado de Elizabeth II é o ponto de partida para uma investigação sobre a realeza e a sociedade britânicas. De que maneira uma espelha a outra? Feito de entrevistas e documentos de época, o documentário de Don Kent fornece um interessante contraponto à ficção de A Rainha, de Stephen Frears, que deu o Oscar para Helen Mirren. Reprise, colorido, 90 min.

O Mergulho

0H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Silvio

Margarido.

A capital do Acre e sua relação com o rio que a viu crescer. O diretor Margarido entrevista moradores de Rio Branco e encena curiosas histórias que eles (e elas) contam. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

O Homem do Planeta X

17H45 NO TCM

(The Man From Planet X). EUA, 1951. Direção de Edgar G. Ulmer, com Robert Clarke, Margaret Field, Raymond Bond, William Schallert.

No momento em que o Instituto Cultural Itaú promove a mostra Cinema de Bordas, a fantasia de Edgar G. Ulmer vem mostrar que cinema autoral e barato está longe de ser uma invenção recente. A história passa-se nas Highlands escocesas, onde aterrissa um ET que, a princípio parece benigno, mas que logo revela suas intenções destruidoras. Feito com quase nada, o filme é considerado um exemplo daquilo que Ulmer fazia de melhor - atmosfera, roteiro, invenções visuais, o cara era poderoso. Não é à toa que esse austríaco que estudou arquitetura e filosofia, e fez teatro com Max Reinhardt, entrou para a história como um dos gigantes do filme B. Reprise, preto e branco, 70 min.

Quanto Mais Quente Melhor

19H45 NO TELECINE CULT

(Some Like It Hot). EUA, 1959. Direção de Billy Wilder, com Jack Lemmon, Tony Curtis, Marilyn Monroe, Joe E. Brown, George Raft.

Completam-se no domingo 50 anos da morte de Marilyn Monroe e o canal TCM anuncia uma maratona de filmes interpretados pela loira que virou ícone de sexualidade na tela. Amanhã, volta ao cinema a comédia famosa de Billy Wilder, mas você pode optar por vê-la hoje - antes - na rede Telecine. Na Chicago dos gângsteres, anos 1920, os músicos Jack Lemmon e Tony Curtis testemunham o massacre de São Valentim. Perseguidos, disfarçam-se como mulheres e integram a orquestra de senhoritas em que Marilyn toca banjo. A entrada dela em cena, a câmera direcionada para seus quadris na estação de trens, é antológica. Considerada não apenas a melhor comédia de Wilder, mas a melhor comédia de Hollywood, em todos os tempos - numa votação promovida pelo American Film Institute -, aborda a questão sexual de forma inédita na época e provocadora, até hoje. A frase final de Joe E. Brown, o Boca Larga, ao descobrir que 'Daphne' é homem (Lemmon), virou emblemática - "Ninguém é perfeito", ele diz. Mas esta comédia - já virou lugar-comum afirmar - é. Reprise, preto e branco, 119 min.

Como Ser Solteiro

22 H NO CANAL BRASIL

Brasil, 1998. Direção de Rosane

Svartman, com Rosana Garcia,

Marcos Palmeira, Heitor Martinez.

Jornalista metido a intelectual não tem sorte com as mulheres. Amigo que se dá bem com elas lhe ensina a bossa da conquista e o herói narra sua nova vida num livro que vira best-seller. Em plena Retomada, há 14 anos, o cinema brasileiro ainda engatinhava em busca do sucesso de público. Boas piadas, muitas participações especiais - Bussunda, Cláudia Jimenez, Antônio Pitanga, Gerald Thomas, Pedro Bial etc. Reprise, colorido, 93 min.

Os Desajustados

22 H NO TELECINE CULT

(The Misfits). EUA, 1961. Direção de John Huston, com Clark Gable, Marilyn Monroe, Montgomery Clift, Thelma Ritter, Eli Wallach.

O último filme de Marilyn e também de Clark Gable, o astro que era chamado de 'rei' em Hollywood. Foi escrito especialmente para ela pelo dramaturgo Arthur Miller, com quem a 'blonde' se havia casado. A história passa-se em Reno, onde é fácil se divorciar. Marilyn faz mulher sofrida que se envolve com caubóis modernos, que tentam domá-la, como fazem com os cavalos selvagens. O grande Huston construiu toda uma obra em torno do tema da validade do esforço e da inevitabilidade do fracasso. Digamos que não foi fácil administrar o choque de egos deste elenco notável. O esforço do cineasta foi imenso, o fracasso, inevitável, mas o filme é daqueles que você não consegue parar de ver. O mais impressionante - apesar de MM, do 'Rei' e de Monty Clift, quem rouba a cena é Thelma Ritter, talvez a maior coadjuvante do cinema norte-americano. Reprise, preto e branco, 124 min.

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