Marido da rainha enviava cartas 'cruéis' a Diana, diz confidente

'Ela tinha muito medo de que alguém a eliminasse,' disse a terapeuta Simone Simmons

MICHAEL HOLDEN, REUTERS

10 de janeiro de 2008 | 14h56

O marido da rainha britânica Elizabeth,acusado de estar por trás de uma conspiração para assassinarDiana, enviava cartas "cruéis" e "depreciativas" à princesa,disse na quinta-feira uma confidente de Diana no inquérito queapura as causas da morte dela. Segundo a confidente, Simone Simmons, Diana também recebeuameaças ligadas a sua campanha contra as minas terrestres epreviu que seria morta pelos serviços de segurança britânicos. "Ela tinha muito medo de que alguém a eliminasse," disse aterapeuta, que conheceu a princesa em 1993. Simmons disse noinquérito que Diana a procurava até cinco vezes por semana eque uma vez passou dez horas ao telefone com ela. O inquérito oficial visa descobrir se existe algumacircunstância sinistra cercando as mortes de Diana e seunamorado Dodi al Fayed em Paris, em 1997, num acidenteautomobilístico. O pai de Dodi, Mohamed al Fayed, alega que o casal foiassassinado por espiões britânicos a mando do príncipe Philip,marido da rainha Elizabeth e ex-sogro de Diana. Simmons, que disse ser especializada em "cura energética"usando suas mãos para "corrigir desequilíbrios no campoenergético" de seus pacientes, disse à corte que Diana lhemostrou duas cartas "desagradáveis" recebidas de Philip. Em audiências anteriores foram exibidas cartas datadas de1992 de Philip a Diana que sugerem uma relação calorosa entreeles, tanto que a princesa o chama de "querido pai." Mas, segundo a terapeuta, as duas cartas datadas de 1994 e1995 tinham um tom muito diferente. Simmons disse que as cartas eram "extremamentedepreciativas", mas que não continham ameaças e que a famíliareal não pensaria em fazer mal a Diana. Ela afirmou, porém, que Diana foi ameaçada em função de suadefesa da proibição das minas terrestres e que dera a ela(Simmons) uma carta dizendo: "Se alguma coisa acontecer comigo,é o MI5/6 (os serviços de segurança) que o terá feito." Mas afirmou que a carta não está mais em sua posse, pois aqueimou juntamente com um dossiê sobre minas terrestres queDiana lhe teria dado. "Eu achei que, se eles puderam eliminar Diana, poderiameliminar qualquer pessoa, e eu dou valor a minha vida",explicou. Na quarta-feira, Ken Wharfe, o policial encarregadoda proteção de Diana entre 1987 e 1993, disse acreditar que ostelefonemas de Diana eram monitorados pelos serviços deinteligência britânicos. Wharfe disse acreditar que uma conversa íntima que aprincesa teve com James Gilbey em 1989 foi gravada por espiõesna estação de escuta GCHQ, do governo britânico.

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