Maria Rita estréia o show 'Samba Meu' em São Paulo

A cantora Maria Rita inicia hoje uma temporada de quatro shows no Citibank Hall, em São Paulo. Ela apresenta, pela primeira vez na cidade, o disco ''Samba Meu'', lançado em setembro passado. O projeto partiu de um pedido da sua gravadora, a Warner, para que ela adiantasse sua entrada no estúdio. Já ambientada com sua nova casa, o Rio de Janeiro, a cantora vive sua ?aventura no samba?. O resultado são 14 faixas que misturam compositores como Gonzaguinha (O Homem Falou) e Arlindo Cruz (que assina 6 músicas) a novatos como Edu Krieger, presente com Novo Amor e Maria do Socorro. Num momento em que outras cantoras da nova safra também arriscam no samba, ela desmistifica a idéia de retomada do gênero. Acha, inclusive, ?ofensivo? que se pense isso. ?O samba sempre esteve aí. Outras coisas, como o pagode e o axé, vieram e voltaram, até mesmo o rock. A turma nova que está fazendo samba faz por paixão e eu acho lindo. Muitos estão na fonte que sempre beberam e uns poucos fazem por oportunismo. Mas nem cabe a mim julgar isso: o que pode parecer oportunismo, pode ser uma busca daquela pessoa, uma coragem de passar por essa experiência.?O fato é que, em ''Samba Meu'', Maria Rita pareceu mais solta à imprensa e ao público, que estava acostumado com as canções densas dos dois discos anteriores. Ela disse inclusive, à época do lançamento, que estava cansada da imagem de diva intocável. Pois, se antes de lançar o primeiro disco, quando ainda fazia disputadas temporadas em pequenas casas, ela era super tímida, agora, no palco, desfila de vestido curto, mostra que tem samba no pé e exala sensualidade. Maria Rita está, então, mais madura? A cantora se incomoda com a questão: ?Não foi o samba que me trouxe maturidade, mas a vida. Meu nervosismo no palco nada tinha a ver com pressões da imprensa, mas com minha exigência comigo mesma. Eu fico um bicho antes de entrar no palco e até por isso dispensei maquiador e cabeleireiro no camarim.?A pressão no início era clara: a grande maioria ia aos shows mais para ver a filha de Elis Regina do que a própria cantora. O que fez, por exemplo, que seu álbum de estréia vendesse mais de 800 mil cópias - número que caiu para pouco mais de 200 mil em ''Segundo'' e que está em torno de 120 mil com ''Samba Meu''. A curiosidade ajudou no resultado de vendagens do primeiro disco, que a própria cantora reconhece ser ?anormal?, mas que ela prefere não comentar. As informações são do Jornal da TardeMaria Rita. Citibank Hall. Av. dos Jamaris, 213, Moema. Tel. (011) 6846-6040. Hoje, 21h30; amanhã e sábado, 22h; e domingo, 20h. De R$ 60 a R$ 150.

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