Marginalizados são personagens eleitos na ficção do escritor

Considerada a obra-prima de Georges Bernanos, Diário de Um Pároco de Aldeia sintetiza a temática do escritor francês que, ferido na 1ª Guerra, adotou a obra do católico Léon Bloy como referência literária: a do chamado divino que transforma as criaturas. Tanto que o inexperiente pároco do livro é o correspondente masculino de Thérèse de Lisieux, a freira carmelita canonizada em 1925 e morta de tuberculose aos 24 anos.

Antonio Gonçalves Filho, O Estado de S.Paulo

25 Junho 2011 | 00h00

Já Nova História de Mouchette trata do demônio que seduz marginalizados numa comunidade camponesa e mesquinha. A protagonista do romance carrega o mesmo nome da garota de Sob o Sol de Satã. Lançado um ano antes de Bernanos se fixar no Brasil (1938), onde morou oito anos, ele fala sobre a presença do mal no mundo, que acaba levando uma menina rejeitada por todos a buscar no suicídio uma saída para seu desespero.

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