Marco Bellocchio fez amigos no cinema novo

Diretor recorda que suas inquietações, como cineasta iniciante nos anos 1960, eram idênticas às dos parceiros brasileiros

O Estado de S.Paulo

11 de abril de 2013 | 02h18

Quando convidado a falar sobre o Brasil, o cineasta Marco Bellocchio lembra, de imediato, de seus amigos, alguns deles companheiros de estudo no Centro Sperimentale di Cinema, em Roma, nos anos 1960. "Infelizmente, alguns desses amigos e colegas já estão mortos, como Joaquim Pedro de Andrade, Paulo César Saraceni e Glauber Rocha", diz.

Bellocchio recorda que suas inquietações, como cineasta iniciante nos anos 1960, eram idênticas às dos parceiros brasileiros que estavam iniciando um movimento cinematográfico no então chamado Terceiro Mundo. "Como o pessoal do Cinema Novo, nós também, na Itália, procurávamos fazer um cinema político, porém formalmente inquieto e inventivo", afirma ele.

Lembra, também, que seu primeiro longa-metragem de ficção, De Punhos Cerrados, foi premiado no Festival do Rio, em 1965. E que esteve no País em mais "duas ou três ocasiões". Como referência recente, se orgulha de ter recebido o prêmio da crítica na Mostra de Cinema de São Paulo com Vincere, seu filme sobre a era de Benito Mussolini na Itália.

No entanto, quando se pergunta se acompanha a recente produção brasileira, demora a responder. "Os filmes circulam pouco, mas lembro de Central do Brasil e do seu diretor, Walter Salles, muito simpático", lembra. "A verdade é que o intercâmbio cultural entre Brasil e Itália, que era muito intenso, diminuiu bastante." / L.Z.O.

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