Marcia Milhares encerra mostra competitiva ovacionada

O grande destaque na noite deste sábado no 23.º Festival de Dança de Joinville é a terceira e última apresentação da Marcia Milhares Companhia de Dança, encerrando com brilhantismo os três dias de Mostra Competitiva de Dança Contemporânea.A pequena platéia do Teatro Juarez Machado ovacionou a companhia que apresentou a coreografia Tempo de Verão, com um objeto cênico, uma espécie de um enorme lustre de Beatriz Milhares, artista plástica que teve suas obras expostas com destaque na última Bienal Internacional de Artes Plásticas de São Paulo. Irmã de Marcia, ela é responsável pelo cenário das coreografias da companhia.Mas a figura célebre de hoje do festival estava na platéia mais ampla do ginásio onde ocorre a competição oficial: o governador de Santa Catarina, Luiz Henrique da Silveira. Em 2000 Silveira era o prefeito de Joinville, quando incentivou e apoiou a implantação da Escola Bolshoi na cidade e cedeu o espaço hoje ocupado pela escola, ao lado do Centreventos Cau Hansen, que aliás, também foi construído na sua gestão na Prefeitura de Joinville, em 1998. Agora, como governador, Silveira apóia esta edição do festival. Segundo Ely Diniz da Silva Filho, diretor-executivo do Instituto Festival de Dança de Joinville, desde 1999, o governador viajou com ele até a Polônia para negociar a participação da principal companhia do evento, o Mazowsze - Balé Nacional da Polônia. Mas o plano do governador é mais ambicioso: "vamos investir RS$ 100 milhões em cultura. Vamos construir sete centreventos como este. Santa Catarina vai ter a maior rede de casas de multiuso", disse Silveira.O plano é investir em cidades pobres do Estado como Crisciúma, Itajaí, Blumenau, Concórdia, Chapecó, Jaraguá do Sul e Brusque que inaugura o seu em agosto. DenúnciasPara o governador, as denúncias feitas contra a Escola Bolshoi recentemente foram julgadas improcedentes e não afetam a imagem do Estado. Já Diniz, o diretor-executivo do festival, disse que teve dificuldades em conseguir patrocínio para o evento deste ano em conseqüência do caso. Quanto à programação do Festival de Joinville, o produtor executivo destaca a crescente participação da Mostra Contemporânea, mas descarta definitivamente que isso também ocorra com o resto do festival que, segundo ele, vai continuar a ser competitivo. O diferencial é o foco, cada vez mais centrado na parte didática.A importância didática do festival é cada vez maior, segundo Diniz, pois propicia uma troca de experiências e informações entre profissionais de dança que atuam em locais próximos como o Paraná, e distantes como Mato Grosso do Sul, Ilha de Marajó. Para ele, aí reside a importância de trazer para Santa Catarina um grupo como o Mazowsze ? Balé Nacional da Polônia, com ingressos a R$ 3,00 no Centreventos Cau Hansen de Jonville e excursão pelo Estado. A companhia abriu o Festival de Dança de Joinville na quarta, em Florianópolis na sexta, em Joaçaba, neste domingo, em Lages na terça, em Blumenau na quarta e em Jaraguá do Sul, na quinta-feira. Diniz lembra que a colonização polonesa em Santa Catarina é muito forte e que a apresentação do grupo folclórico tradicional daquele país atrai gente de todo o Estado para as cidades onde ocorre o espetáculo.

Agencia Estado,

23 de julho de 2005 | 23h46

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