Marcelo Sommer acredita na efemeridade da moda

Marcelo Sommer também acredita que a moda tem sua via efêmera, passageira; e isso sempre precisa ser dito, reafirmado. Em apoio a Jum Nakao, fechou o seu desfile usando, ele, a cabeça playmobil, acessório que vestiu as modelos de Nakao. "Quis fazer do meu espaço uma reafirmação de meu apoio ao Jum (Nakao), muitos o criticaram, não o entenderam, mas acho que é moda é um pouco essa atitude, como a dele", comenta, referindo à destruição das roupas super elaboradas em papel por Nakao, ao fim do desfile. Nakao, por sua vez, foi cumprimentar o amigo, agradecendo sua ação afirmativa de apoio. Embora efêmera, a moda de Sommer trouxe uma belíssima releitura pop principalmente dos anos 70, que ganharam fluidez e boêmia eletrônica em sua visão. Mas ele teve outras inspirações, como o "sistema solar, trem fantasma, prisma, arco-íris etc"...O seu grafismo, com muitos poas coloridos (tons de azul, vermelho, dourado) e um xadrez ampliado, destacou-se de outras marcas pops. "Quis utilizar um grande número de tecidos para dar ainda mais destaque à toda essa energia das cores. Usei cetim, lurex, seda, tule, meia malha, metalizados, chiffon, couro dourado e jeans", diz. Os modelos de vestidos para meninas e paletós acetinados para os meninos deram seu show à parte na festa de Sommer, que, sempre, põe muitos amigos para desfilar. Não só os anos 70 estiveram em sua coleção. Algo dos 80, como as mini balonêes, e algo de David Bowie, como ele afirma. Pop, sim, mas tudo muito chique. O cenário tinha um vulcão futurista e super colorido, ao centro, um objeto cenográfico enorme que deu toda uma outra perspectiva para o jeito da passarela. Cerca de oito pessoas faziam a geringonça funcionar. E dela saída fumaça e tudo. O showzinho da noite. Veja Galeria

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.