Denise Andrade/Estadão
Denise Andrade/Estadão

Marcelo Araujo vai assumir o Instituto Moreira Salles

Ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo e atual diretor da Japan House, Araujo será o superintendente-executivo da instituição no lugar de Flávio Pinheiro

Redação, O Estado de S. Paulo

18 de novembro de 2019 | 17h58

O Instituto Moreira Salles anunciou nesta segunda-feira, 18, que o ex-secretário de Cultura do Estado de São Paulo Marcelo Araujo assumirá o posto de superintendente-executivo da instituição em abril de 2020. Ele irá substituir Flávio Pinheiro, no cargo há 11 anos. Segundo o IMS, a mudança consolida uma transição iniciada com a nomeação, em agosto deste ano, de João Fernandes, até então sub-diretor do Museu Reina Sofia, de Madri, para o cargo de diretor artístico.

Durante a gestão de Pinheiro, o IMS adquiriu acervos fotográficos diversos, como os de Geraldo de Barros, Chichico Alkmin, Mario Cravo Neto, Walter Firmo, Fernando Lemos até a recente aquisição de 98 imagens do alemão Albert Frisch, feitas na Amazônia no século XIX. Hoje o acervo de fotografia tem 2,2 milhões de imagens, segundo a instituição.

O Instituto é também o detentor da maior coleção de discos de 78 rpm do país com os primórdios de gravações de música popular brasileira, e também é casa de acervos de escritores como Carlos Drummond de Andrade, Clarice Lispector, Carolina Maria de Jesus, Ana Cristina César, Otto Lara Rezende, Érico Veríssimo e outros.

Com sedes em São Paulo, Rio e Poços de Caldas, o Instituto mantém uma intensa agenda cultural, de publicações e conteúdo.

Marcelo Araujo foi diretor do Museu Lasar Segall, da Pinacoteca de São Paulo, ocupou o cargo de Secretário de Cultura do Estado de São Paulo, presidiu o Instituto Brasileiro de Museus (Ibram) e, agora é diretor da Japan House. É graduado em Direito pela Faculdade de Direito da Universidade de São Paulo (1978), pós-graduado em Museologia pela Escola de Sociologia e Política de São Paulo (1983), e Doutor pela Faculdade de Arquitetura e Urbanismo da Universidade de São Paulo (2002). Atualmente é membro do Conselho Executivo da Fundação Bienal de São Paulo, onde ocupa o cargo de primeiro vice-presidente da diretoria executiva, e participa do Real Patronato do Museu Centro de Artes Reina Sofia, em Madri. 

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