Marcelo Airoldi

Depois do sucesso na novela viver a vida, o ator se dedica ao teatro. Em cartaz em São Paulo com a peça os penetras, viaja o Brasil com dois espetáculos

Maria Eugênia de Menezes, O Estado de S.Paulo

14 de novembro de 2010 | 00h00

Você vai viajar pelo Brasil com dois espetáculos solos, Café com Torradas e Um Segundo e Meio. Como vai ser?

Nossa primeira parada será no Piauí, um festival no parque da Pedra Furada. Vai ser num palco ao ar livre, para 1.200 pessoas. Eu sei que nesse contexto a peça vai se transformar em algo completamente diferente, vou ter que usar microfone. Mas isso é que é divertido. Nunca fiz nada para tanta gente assim. Depois, vamos passar por Rio Branco, no Acre, Vila Velha, no Espírito Santo, e encerrar em Maringá, no Paraná. Vai ser um mês de muito teatro.

E como foi a escolha dos lugares? Tem uma cidade no Norte, outra no Sul, uma no Sudeste. A intenção era mesmo passar por todas as regiões do País?

Quando estava filmando Onde Está a Felicidade?, uma comédia romântica da Bruna Lombardi e do Carlos Alberto Ricelli que deve estrear em janeiro, nós fizemos uma cena nesse parque da Pedra Furada, na Serra da Capivara. E eu pirei na cidade. É um lugar fascinante, cheio de pinturas rupestres, com registros de cerâmicas de quase 100 mil anos. No Acre, vai ser num lugar que era uma antiga usina de cana, virou um centro cultural. Queria passar por todo o Brasil. Pena que o dinheiro não deu para incluir o Centro-Oeste.

E você já tinha feito uma turnê assim pelo País?

Já viajei muito, mas com essas duas peças, não. E viajar com teatro é bom demais. Talvez seja das melhores coisas.

E por quê? É bom ver outras reações, outros públicos?

Os públicos são muito diferentes. Mesmo aqui, em São Paulo. Estou em cartaz com o espetáculo Os Penetras. E tem um público para cada dia: a pessoa que vai ao teatro na sexta à noite tem um outro perfil daquele que vai no domingo. Então, se você estiver no Piauí, no Acre, vai encontrar plateias completamente diferentes. E isso é muito rico: apresentar o mesmo texto para pessoas com repertórios distintos. Agora, o mais legal é que você aprende um monte de coisa. A turnê também prevê oficinas. Vou dar aula para um universitário em Maringá e depois para um indígena no Acre. Já pensou que maravilhoso? Vamos documentar tudo. Tem uma fotógrafa que vai nos acompanhar. A ideia é, quem sabe, fazer um documentário.

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