Marca não escapa da crise econômica

Apesar do sucesso nas passarelas e nas vendas, principalmente de acessórios e do anúncio da marca de que os resultados de 2009 foram melhores do que em 2008, a grife segue com dívidas. A alta de 14% nas vendas em todas as suas butiques não foi suficiente para evitar uma dívida contraída em consequência do projeto de expansão das suas lojas em países emergentes.

, O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2010 | 00h00

Os números divulgados chegam a 1,1 trilhão, sendo 540 milhões causados pela abertura de novas lojas. Uma cifra elevada até para os padrões da grife que recentemente começou a renegociar sua dívida, comprometendo-se a pagar 450 milhões aos bancos até 2012.

Além de apostar em novos mercados, uma das causas principais da crise que esbarrou na marca foi a aquisição de marcas estabelecidas, mas não lucrativas, como Jil Sander e Helmut Lang. A ousadia custou caro e levou Miuccia a se declarar arrependida da compra em entrevista à CNN, no fim do ano passado.

A outra e também provável causa do endividamento foi o ambicioso projeto dos epicentros, cujas enormes lojas mais parecem museus de tão sofisticadas e conceituais.

Na era da logomania, Miuccia ficou conhecida por democratizar a moda. Suas bolsas de náilon (material mais barato) se transformaram nos objetos de desejo do mundo da moda por mais de uma década e as suas criações, muitas vezes austeras, elevaram a roupa feminina a um patamar nunca antes alcançado. Na cartilha de Miuccia, fazer moda é provocar, mas é, antes de mais nada, arriscar constantemente.

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