Mar adentro

Há tempos não se via um filme sobre a vida aquática tão bom quanto Oceanos, que estreia hoje

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

17 de dezembro de 2010 | 00h00

No Rio, em junho, o codiretor Jacques Cluzaud já havia dito ao repórter do Estado que gostava muito do que escrevera um crítico norte-americano sobre Oceanos - que o filme foi realizado e montado como uma ficção. No início, o filme, que estreia hoje em São Paulo, era mesmo para ser ficção, sobre um lendário dirigente do Greenpeace. O roteiro escrito era tradicional, com o tipo de personagens que se espera encontrar numa aventura submarina - o mergulhador, o pescador, o oceanógrafo, o poluidor. Enquanto o roteiro ainda estava sendo escrito, os dois Jacques - o outro, que também codirige, é o ator e produtor Jacques Perrin - começaram a captar as imagens. Elas eram tão deslumbrantes que se deram conta de que a parte ficcional empobrecia a documental. O próprio Perrin, numa entrevista por telefone, de Paris, explica que mudaram de rumo no meio do caminho. O resultado é, simultaneamente, um balé aquático e uma investigação científica sobre o oceano. Imperdível.

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