Manobra de espaço

Fáceis de estacionar: Bourbon, Jardim Sul, Market Place e SP Market têm mão dupla e vagas largas. Manobra difícil: fuja do Light

16 de abril de 2008 | 19h29

Se já é difícil sair da garagem de seu prédio, onde há relativamente poucos carros, imagine ter de manobrar em um lugar com milhares de vagas? Por isso, estacionamento de shopping bom é aquele que tem vagas espaçosas, ruas largas para a circulação e, de preferência, vias de mão dupla. Nesse sentido, Jardim Sul, Bourbon, Interlagos, SP Market, Nações Unidas e Morumbi saem na frente dos demais. No mais novo shopping de São Paulo, o Bourbon, há inclusive vias com faixa dupla de mão única - elas são bem largas. O Interlagos, por outro lado, se destaca pela medida ampla das vagas, o que facilita a baliza daqueles que acabaram de tirar carteira de habilitação. Suas vagas simples medem 2,6m x 5m. Comparativamente, outros shoppings apresentam medidas menores. Também são grandes as vagas no Santa Cruz e no Nações Unidas, ambas com 2,5 x 5m, e no Morumbi, com 2,5m x 4,90. Melhores que as do Jardim Sul, de 2,30 m x 4,35m e as do D&D , de 2,10 m x 4,50 m, que exigem mais habilidade do motorista.Por outro lado, há shoppings em que estacionar o carro é tarefa árdua. Há estacionamentos menores até do que as garagens de prédios pequenos. Um que se encaixa perfeitamente neste perfil é o Light. Com entradas pela Avenida 23 de Maio e pela Rua Formosa, ele é pequeno e tem poucas e estreitas vagas - são apenas 200. Sem contar que elas não são demarcadas no chão - um horror para manobrar. No Iguatemi, o problema é a altura do teto do estacionamento coberto: somente 1,80m. Proibido para modelos e jogadores de basquete. A Zona Leste que não respeita vagas preferenciais É lei e está prevista no estatuto tanto do idoso como no do deficiente físico que 5% e 2%, respectivamente, do total de vagas de estacionamento tem por obrigação serem destinadas a eles. Todos os shoppings obedecem à regra, exceto os próprios clientes. Durante as visitas da reportagem, o maior índice de falta de respeito foi na zona leste. São eles: o Itaquera, o Penha e o Tatuapé. E a situação mais grosseira foi no Centro Comercial Leste Aricanduva, mais precisamente no Interlar, que pertence ao complexo. Sem possuir o selo em seu carro que possibilita o uso da vaga exclusiva a deficiente físico, um homem estacionou seu BMW na vaga exclusiva e foi às compras sem se importar com o olhar do segurança, que também não fez nada para impedi-lo de parar ali. Um minuto de enjôo Apesar de ter uma boa sinalização no estacionamento, utilizando placas com letras garrafais, o Shopping ABC exagera no excesso na entrada. Ao subir os cinco lances da rampa em espiral é possível notar enormes faixas de segurança (aquelas amarelas de estrada ) nas paredes. A sensação não é agradável, apesar de ser utilizada para prevenir acidentes. E o impacto do amarelo dá a impressão de se estar dentro de uma montanha russa e, logo, o enjôo é inevitável tanto para o motorista como para o acompanhante. Ainda bem que a subida só dura um minuto. Olha a montanha-russa! Estacionar no Shopping Santa Cruz, uma vez lá dentro, não é tão difícil: as vagas bem que são largas. Mas chegar até ali é complicado. O único acesso ao estacionamento, pela Rua Tenente Gomes Ribeiro, é feito por meio de uma rampa inclinada demais, a ponto de o próprio shopping pregar na entrada uma faixa avisando os clientes. Onde eu deixei meu carro? Perder o carro em estacionamentos gigantes, de muitos pavimentos, é fácil. Para ajudar os visitantes a encontrar o caminho de volta ao seu veículo, alguns shoppings investem em identificação visual. O Jardim Sul é muito bom por suas vias pintadas de cores coloridas, mais placas que indicam, em letras grandes, os setores onde estão os carros. Boavista, Plaza Sul, Tamboré e Shopping ABC ainda se destacam neste item. As alamedas nomeadas por letras e números do Paulista e Butantã também ajudam. Quer pagar quanto? É ótimo poder estacionar de graça para passear pelo shopping center e uma série de estabelecimentos na cidade oferece o benefício: Anália Franco, Central Plaza , Leste Aricanduva, Shopping D, Bonsucesso, Super Shopping Osasco, Boavista, Campo Limpo, Fiesta, Interlagos, Santana Parque, Center Norte e Lar Center. Por outro lado, dói o bolso estacionar no Nações Unidas, que cobra R$ 9 por hora de quem não consome ou o Iguatemi, onde o Valet Parking custa R$ 10 a hora.   Cadeira de rodas ao alcance das mãos O comum nos shoppings é que as cadeiras de roda fiquem separadas no serviço de atendimento ao consumidor ou perto da sala de emergência. No Jardim Sul, para facilitar, há cadeiras já penduradas sobre as vagas reservadas para deficientes físicos. É só pedir a chave para um segurança.  Difícil entrar, pior é sair Para estacionar o carro em um das 12 mil vagas do West Plaza, o motorista não encontra dificuldades. O grande problema começa bem antes do veículo já estar trancado e seguro.Achar uma das entradas é complicado, pois é preciso dar voltas nas ruas em torno do shopping. E mesmo de um pavimento para o outro, as indicações são confusas. Mas nada se compara à dificuldade de sair de lá. São muitas voltas até conseguir ver a luz natural. O estacionamento do Shopping D também sofre deste mal.  O longo caminho É ideal que existam diversos acessos para as lojas em cada pavimento de estacionamento dos shoppings, de forma que o cliente não tenha que andar muito atrás de uma escada rolante. Mas chegar às lojas depois de estacionar no Nações Unidas requer esforço físico: há vagas que ficam bem longe das entradas para as lojas. Onde é fácil achar lugar Quanto mais vagas um shopping center tem, mais fácil é encontrar lugar para estacionar. Grandes complexos como o Leste Aricanduva têm 12.700 vagas. Por outro lado, os menores têm menos espaço. São apenas 60 vagas no minúsculo Shopping Santana, que tem30 lojas. O Capital, que tem 60 lojas, conta com 500.

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