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Manifesto on the road

'Estrada para Ythaca' revela o poder que cineastas podem ter quando optam por produções coletivas

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

27 de maio de 2011 | 00h00

Silvia Cruz herdou a cinefilia do pai. A primeira sessão de cinema a gente nunca esquece. A dela foi às 10h30 da manhã, num sábado, no Cineclube Bandeirantes. O pai tinha uma coleção de mais de 500 fitas de vídeo. Passou esse amor para a filha. Ela o concretiza agora de uma forma original. Silvia nunca quis ser diretora nem roteirista nem atriz. Formada em administração, ela fundou uma distribuidora. A Vitrine veio para que ela compartilhe com o público seu amor por obras de exceção.

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Oficialmente, a Vitrine estreou com o filme de Maya Da-rin, Terras. Silvia descobriu que, para levar um filme ao público, há toda uma engrenagem, complicada e cara. A Vitrine chega com uma proposta revolucionária. Embora o projeto seja pessoal, de Silvia, ela está lançando ao mesmo tempo um conjunto de filmes feito por cineastas que não apenas se conhecem e são amigos, mas também acreditam no coletivo. A pérola dessa seleção é Estrada para Ythaca, de um coletivo do Ceará, os irmãos Pretti e os primos Parenti.

Muitos filmes brasileiros trabalham a estrada como metáfora, embora não tenha o mesmo significado que tem, por exemplo, para os americanos. Na literatura e no cinema, eles cultivam a precariedade da vida on the road. Ythaca surge quase como um manifesto. Uma nova geração de jovens pede passagem.

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