Manifestações religiosas no desfile de Lorenzo Merlino

O domingo da São Paulo Fashion Week começou na sala de aula. Lorenzo Merlino desfilou sua coleção fora da Bienal, no Colégio Liceu Pasteur. A escolha do local foi uma referência direta à proibição recente do governo francês de manifestações religiosas dentro das escolas. Ao contrário das alunas e alunos da França, as modelos apareceram com camisetas enroladas na cabeça simbolizado hábitos de freiras, lenços árabes e burcas. Nelas, o estilista estampou um antigo mapa, em que Jerusalém era o centro do mundo. As peças foram quase todas desenvolvidas a partir do corte do colete, em tecidos como cambraia e couro. Durante o desfile, as modelos passavam por sete salas de aula, onde foram distribuídos os convidados. "Estou aqui de castigo na sala de aula", brincou o senador Aloizio Mercadante, que foi levado pela filha Mariana para seu primeiro desfile de moda. Ele conhece os pais do estilista há anos e gostou da referência feita à França. "Só essa questão religiosa já vale o desfile."Veja Galeria

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.