Mangás podem melhorar relações entre asiáticos, diz artista

Principal troféu vai para o artista veterano, Lee Chi Ching, de Hong Kong

Agencia Estado

02 de julho de 2007 | 19h14

Faça mangás, não guerra. Foi essa a mensagem transmitida na segunda-feira, 2, quando o ministro das Relações Exteriores do Japão distribuiu prêmios no primeiro concurso internacional promovido no país para artistas estrangeiros que ajudaram a difundir no exterior o gênero dos quadrinhos japoneses, os mangás.O ministro Taro Aso, que é fã inveterado dos mangás, entregou o troféu do prêmio principal a Lee Chi Ching, de Hong Kong. "Espero que, através das obras dos vencedores de hoje, o mangá sirva de ponte para o mundo", disse Aso na cerimônia, realizada numa residência para convidados de Estado, local normalmente reservado para encontros diplomáticos de alto nível.Lee, um artista veterano, foi reconhecido por seu trabalho Sun Zi´s Tactic, uma história ambientada no final da Dinastia Oriental de Zhou e traduzida para muitas línguas, entre elas o japonês.Indagado sobre o que pensa da idéia de Aso de que o mangá e os desenhos animados japoneses podem ser o caminho para o coração asiático, Lee respondeu, falando com a ajuda de intérprete: "Pessoas que gostam das mesmas coisas nunca entrarão em guerra."As relações do Japão com outros países asiáticos, incluindo a China e a Coréia do Sul, são dificultadas há anos por disputas decorrentes do passado amargo de guerras.Lee disse que o trabalho que lhe valeu o prêmio procurou transmitir a mensagem de que os países nunca devem partir para a guerra.Saudado como Prêmio Nobel para quadrinhistas estrangeiros, o prêmio é criação de Taro Aso.Lee e três outros artistas de Hong Kong, Malásia e Austrália foram premiados com uma visita de dez dias ao Japão e a oportunidade de reunir-se com artistas e editores japoneses.Os vencedores foram escolhidos entre 146 candidatos por um comitê formado por artistas renomados de mangá e ex-editores.Lee, que começou a ler quadrinhos aos 10 anos de idade, disse que há anos se inspira nos mangás japoneses.

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