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Marcos Arcoverde/ Estadão
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MAM-Rio espera visitação recorde com Ron Mueck

Escultor australiano cria figuras humanas hiper-realistas

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

18 de março de 2014 | 15h41

Vista em Paris por 400 mil pessoas e em Buenos Aires por 180 mil, a mostra com trabalhos recentes do escultor australiano Ron Mueck chega ao Museu de Arte Moderna do Rio com status de exposição do ano. A abertura ao público será na quinta-feira. O MAM aposta nas obras hiper-realistas do artista,  radicado em Londres, para bater seu recorde de visitação,  que remonta a 1999.

"Esperamos entre 200 mil e 220 mil pessoas até junho. Em 1999, o Picasso trouxe 280 mil pessoas em quatro meses. O trabalho do Ron Mueck é muito instigante, então o boca-a-boca é importante", acredita o presidente do MAM, Carlos Alberto Chateaubriand. A itinerância começou em abril de 2013 na Fundação Cartier para a Arte Contemporânea e passou pela Fundação PROA.

O sucesso das esculturas de Mueck, feitas de resina, fibra de vidro e silicone, se deve à perfeição com que ele reproduz as figuras humanas e ao impacto que as representações causam no espectador. A escala varia: nessa mostra, a maior é a de um casal de idosos sob uma guarda-sol na praia,  com dois metros de altura, e a menor, de 65 centímetros, é a de namorados jovens em pé na rua.

Veias, poros, pelos, marcas de expressão, toda a anatomia humana é meticulosamente cuidada pelo escultor, que trabalha com poucos assistentes em seu ateliê ao norte de capital inglesa. Mueck começou a carreira criando figuras para a TV e o cinema. Seu processo artístico foi registrado pelo documentário "Natureza morta", que compõe a exposição.

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