MAM define rumos do Panorama da Arte 2001

O Museu de Arte Moderna (MAM) de São Paulo já começou a definir os rumos do Panorama da Arte Brasileira 2001, que em sua 27.ª edição passa a ter não apenas um, mas três curadores, que nos próximos meses circularão por várias cidades do País em busca dos trabalhos que poderão ser vistos na instituição entre os dias 25 de outubro e 20 de janeiro.Com seus nomes anunciados ontem durante entrevista coletiva organizada no MAM, Ricardo Basbaum, Ricardo Resende e Paulo Roberto de Oliveira Reis afirmaram que sua principal intenção não é a de descobrir novos talentos, mas a de revelar trabalhos que vêm sendo feitos em várias regiões do País, mas que, por alguma razão, não estejam visíveis. "O MAM funciona como uma espécie de lente", ressaltou o artista plástico Ricardo Basbaum, que vive no Rio."Nossa intenção é transformar a exposição num grande debate cultural, em torno de momentos geradores da arte brasileira", acrescenta o curitibano Oliveira Reis. Como eixos de conduta da pesquisa, eles pretendem explorar os vários grupos que congregam artistas, viabilizando e agenciando as produções individuais. Um exemplo de grupo que vem agindo à margem das instituições e obtendo bons resultados é o Linha Imaginária, lembra Resende, que representa o museu - onde trabalha há seis anos - nesse trio curatorial.Apenas em junho será possível anunciar os contornos reais dessa exposição, organizada anualmente pelo museu desde 1969 e que em 1995 passou a ser bienal. Mas as limitações físicas indicam que o Panorama deverá contemplar de 30 a 40 artistas, dependendo da linguagem usada por eles. A verba para a realização da exposição, no entanto, já está garantida, graças ao patrocínio de R$ 600 mil concedido pela Price Waterhouse.O diretor técnico do MAM, Ivo Mesquita (que recentemente substituiu o curador Tadeu Chiarelli), apenas supervisionará a exposição, ficando com mais tempo livre para cuidar da programação do museu - que inclui atrações como a retrpsopectiva de Vik Muniz e as exposições O Espírito da Nossa Época e Espelho Cego, respectivamente recortes das coleções de João Carlos Figueiredo Ferraz e do marchand Marcantônio Vilaça - e principalmente para tocar o projeto de mudança do museu.Sufocado em apenas 1,5 mil metros de área expositiva, o MAM já conseguiu da Prefeitura (a iniciativa foi da gestão Pitta mas a prefeita Marta Suplicy já confirmou seu apoio ao projeto) a garantia de que poderá mudar-se para o prédio da Prodam, mas o custo dessa operação é elevadíssimo (R$ 100 mil), o prazo é longo (no mínimo dois anos e meio) e outros estudos, como a possibilidade de construir uma nova sede, estão sendo cogitados.

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