Malle e a dose dupla de Sidney

Um Encontro com Seu Ídolo!

LUIZ CARLOS MERTEN, O Estado de S.Paulo

16 de agosto de 2012 | 03h10

15H55 NA GLOBO

(Win a Date With Tad Hamilton!). EUA, 2004. Direção de Robert Luketic, com Kate Bosworth, Topher Grace, Josh Duhamel, Nathan Lane, Sean Hayes, Gary Cole.

Garota ganha concurso para se encontrar com astro de Hollywood. E isso desestabiliza seu melhor amigo, que a ama secretamente. O elenco simpático é o atrativo da comédia do diretor Luketic, que fez Legalmente Loira e A Sogra. Reprise, colorido, 96 min.

Golpe de Mestre

22 H NA CULTURA

(The Sting). EUA, 1973. Direção de George Roy Hill, com Robert Redford, Paul Newman, Robert Shaw, Eileen Brennan, Charles Durning e Harold Gould.

O Clube do Filme resgata um dos melhores trabalhos do diretor Roy Hill. Paul Newman e Robert Redford, que haviam feito Butch Cassidy com o diretor, agora formam dupla de pequenos trapaceiros que aplica o golpe do título num gângster de Chicago. Impecável como realização - parece um mecanismo preciso de ourivesaria -, venceu vários prêmios da Academia, incluindo os Oscars de melhor filme, direção e trilha (para Marvin Hamlisch, que morreu no dia 6, aos 68 anos). Reprise, colorido, 129 min.

Legionário

23 H NA REDE BRASIL

(Legionnaire). EUA, 1998, Direção de Peter MacDonald, com Jean-Claude Van Damme, Adewale Akinnoye-Ahyaje, Steven Berkoff, jim Carter, Sofia Sofrenovic.

Jean-Claude Van Damme faz lutador que vence luta em que deveria ser derrotado. Para fugir dos gângsteres que perderam dinheiro por causa dele, o herói foge e se alista na Legião Estrangeira. Boa produção e um curioso tom anacrônico. Só mesmo um astro de origem europeia, como Van Damme, para se interessar pelas histórias de legionários na África colonial. Reprise, colorido, 98 min.

Espelho Nativo

0H30 NA TV BRASIL

Brasil, 2009. Direção de Philipi

Bandeira.

Documentário sobre a comunidade indígena dos Tremembés, debate questões específicas dos silvícolas no Estado do Ceará. Reprise, colorido, 52 min.

TV Paga

Scaramouche

14 H NO TCM

(Scaramouche). EUA, 1952. Direção de George Sidney, com Stewart Granger, Eleanor Parker, Janet Leigh, Mel Ferrer, Henry Wilcoxon, Nina Foch.

Na França do século 18, espadachim vale-se de disfarces na tentativa de vingar a morte de ente querido. Rafael Sabatini foi um autor muito popular de aventuras - e Hollywood fez mais de uma versão de seu livro mais popular, Capitão Blood. Hoje em dia, ele anda meio esquecido, mas a suntuosa adaptação de George Sidney bem que poderia reavivar a antiga chama. O filme foi feito com o capricho habitual das produções da Metro numa fase ainda áurea da marca do leão e tem o que é considerado o mais longo duelo do cinema, entre Stewart Granger e Mel Ferrer. A curiosidade é que o TCM mostra na sequência, às 16 h, Amor a Toda Velocidade. O melhor musical de Elvis Presley é outro filme realizado por Sidney, o chamado quarto mosqueteiro do gênero cantado e dançado (com Vincente Minnelli, Stanley Donen e George Cukor). Elvis faz piloto de automobilismo que disputa com Cesare Danova os encantos da instrutora de natação Ann-Margret. Sidney era mestre em tratar cenas de ação, como as de Scaramouche, como coreografias. A própria coreografia é 10 na cena em que Elvis canta (para Ann) The Lady Loves Me (But She Doesn't Know Yet). Reprise, colorido, 118 min.

O Sopro do Coração

0H15 NO TELECINE CULT

(Le Souffle au Coeur). França, 12971. Direção de Louis Malle, com Lea

Massari, Benoit Ferreux, Daniel Gélin.

O francês Malle adquiriu a fama de cineasta do escândalo e aqui meio que a justifica, abordando o tema tabu do incesto. É verdade que ele o faz com delicadeza e elegância, mas isso não impediu que o filme fosse proibido pela censura do regime militar no País, sob a alegação de que era atentatório contra a família e os costumes. No interior da França, em 1954, garoto é pressionado por colegas a experimentar sua primeira noite. Sensível, amante de literatura e jazz, ele descobre que tem o sopro no coração e, passando a viver mais reservado, faz o rito de passagem com a própria mãe. Lea Massari foi uma grande atriz de pequenos papéis. Reprise, preto e branco, 118 min.

Volúpia de Mulher

0H15 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1984. Direção de John Doo, com Helena Ramos, Romeu de Freitas, André Loureiro, Vanessa.

Helena Ramos foi uma grande estrela da pornochanchada, e este foi um filme formatado para ela, a partir de um roteiro (de Ody Fraga) que mescla elementos de melodrama com a permissividade do cinema da Boca do Lixo, numa fase em que o sexo já estava começando a se tornar sexo explícito. De certa maneira, o filme é o Mãe Redentora de Helena. Expulsa de casa pelo pai, porque engravidou do namorado, a heroína recusa-se a seguir o caminho fácil da prostituição. Vira modelo de um pintor, com quem faz sexo (por amor) e torna-se amiga de médica que opera seu bebê, que tem um defeito congênito no coração (um sopro?) Reprise, colorido, 85 min.

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