Mais três noites de flamenco com Yerbabuena

A bailarina de flamenco Eva Yerbabuena faz mais três apresentações no Teatro Alfa. A partir desta segunda-feira, Eva vai mostrar, na primeira parte do espetáculo, 5 Mujeres 5, considerado a melhor coreografia da Bienal de Sevilha de 2000 e apresentada pela primeira vez na América Latina. A segunda parte será Flamenco de la Cava, três coreografias independentes que resgatam a essência original do flamenco:Rarabata, que conta com três bailarinos; Tiempo Al Tiempo, em que cinco bailarinos dançam ao compasso de percussão e guitarra bem marcadas, e Del Puente, um solo de Eva. Eva vem acompanhada de quatro bailarinas e quatro bailarinos de sua companhia de dança. No palco, sete músicos tocam ao vivo, sob a direção do guitarrista, compositor e marido de Eva, Paco Jarana. Eva Yerbabuena foi eleita por três anos consecutivos a "Mejor Bailaora" do tradicional Prêmio Flamenco Hoy, condecoração oferecida por jornalistas especializados na Espanha. Neste ano também conquistou o Prêmio Nacional de Danza, o maior título concedido pelo Ministério da Cultura da Espanha a todos os estilos de dança. No mundo do flamenco, esse troféu foi concedido somente a Antonio Gades, Antonio Canales e Cristina Hoyos. Em 1990, Eva tornou-se conhecida internacionalmente com os espetáculos Amor Brujo, com Montele; Mujeres, com Merche Esmeralda, e Jovenes Flamencos, com Joaquín Cortés. "Minha dança é completamente diferente da de Joaquín Cortés, embora respeite muito o trabalho dele. Mas sigo uma linha que recupera as características mais tradicionais do flamenco", ressalta. Eva também montou em Nova York com Javier Barón, um dos nomes mais respeitados da atualidade, o espetáculo Flamenco, para comemorar o Dia da Hispanidad. Em 1997, o diretor britânico Mike Figgis, de Despedida em Las Vegas, a retratou no documentário Flamenco Women. Eva nasceu em Frankfurt, Alemanha, onde seus pais foram morar no final da década de 60. Ainda criança, ela se mudou para Granada, na Espanha, para a casa da avó que a criou. E foi lá que deu os primeiros passos no flamenco, aos 12 anos. "Comecei na dança por acaso. Minha avó achava que eu tinha jeito e me colocou em uma escola. Mas eu não gostava e ficava sentada na academia, em protesto". Em vez de desistir dos palcos, Eva trocou de escola. E acabou nas mãos dos mestres Enrique "El Canastero", Angustillas "La Mona", Mariquilla e Mario Maya. O sobrenome Yerbabuena, na verdade, é uma homenagem. Ela tomou emprestado do guitarrista flamenco El Pele, o Yerbabuena. Literalmente, o nome quer dizer hortelã ou menta, que, na Espanha, são usadas para cura do estresse e de problemas estomacais. Serviço: Eva Yerbabuena e companhia. Teatro Alfa (Rua Bento Branco de Andrade Filho, 722, tel. 3331-5937). De segunda a quarta, às 21h. Ingressos: de R$ 45 a R$ 110.

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