Mais tintura política à pasta

Análise. Mesmo não sendo um nome da "cota de apoios", nem sendo ligada diretamente a um partido, Ana é uma espécie de talismã do PT e sua nomeação ajuda a repolitizar uma pasta que Gilberto Gil sonhou tornar "ecumênica". O PT lutou nos últimos dias para colocar no cargo um deputado ou um senador da sigla. Não conseguiu, e Ana foi a solução encontrada.

, O Estado de S.Paulo

22 de dezembro de 2010 | 00h00

Amiga e afilhada política de Antonio Grassi (ex-presidente da Funarte e secretário de Cultura do Rio), diz-se que é próxima ao ex-ministro José Dirceu (seu nome consta da lista de 90 intelectuais que assinaram manifesto, em outubro, qualificando como "injustiça" a cassação de Dirceu e considerando verdadeira a tese de que o mensalão tem a ver com caixa 2 de campanha).

Grassi, que estava ontem com Ana em seu carro quando ela comemorava a notícia da nomeação (postou a foto no Twitter da nova ministra sorridente, que está nesta página), saiu do MinC em atrito com a gestão Gil - teve um confronto direto com Juca Ferreira (após sua saída, Ferreira comentou: "O conflito do Grassi era com o Gil, porque ele queria o lugar do Gil" ).

"Não acredito", afirmou Grassi, em conversa anteontem por telefone, sobre possível animosidade na volta de seu grupo ao ministério. "O MinC deverá ter grandeza para lidar com a situação. Além do mais, não ficou nenhuma ferida aberta, todo mundo já deu a volta por cima", disse.

Já o comentário lacônico do irmão mais famoso da cantora, Chico Buarque, encarrega-se de afastar os rumores de que ele (que apoiou Dilma Rousseff na campanha presidencial) teria intercedido em favor da irmã para o cargo. Ontem, Chico comentou apenas: "Eu lhe desejo muita boa sorte."

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