Fabio Motta/Estadão
Fabio Motta/Estadão

Mais amor do que isso é impossível

Corações e rosas vermelhas decoram o encarte do novo álbum que Diogo Nogueira lança sábado, no HSBC Brasil

ROBERTA PENNAFORT / RIO, O Estado de S.Paulo

18 de julho de 2013 | 03h06

Mais de 500 mil CDs e DVDs vendidos em apenas seis anos de carreira, músicas incluídas em trilhas de novelas e presença constante em programas de TV, Diogo Nogueira é hoje o intérprete dos sonhos de muito compositor. Quando correu a notícia de que ele estava procurando repertório para um novo trabalho... "Recebi mais de mil músicas, de praticamente todos os compositores de samba que circulam no Rio e em São Paulo. Um vai falando para o outro...", conta o cantor carioca, que lança sábado o CD Mais Amor (EMI), com show no HSBC Brasil.

É o quinto CD de Diogo, o segundo com inéditas. Atitude de galã, sucesso entre as mulheres, maioria ruidosa em sua plateia, o cantor, de 32 anos, sempre pendeu entre os sambas balançados e os românticos. Dessa vez, é tudo mais escancarado, a começar pelas fotos do encarte, decorado com corações e flores e com fotos em que ele segura rosas vermelhas.

Produzido por Leandro Sapucahy (de Arlindo Cruz, Maria Rita, e grupos como Swing & Simpatia e Sorriso Maroto), o CD soa como pagode romântico. Mas Diogo não gosta desse papo. "Acredito que fiz um samba direito, falando de amor. Samba e pagode são a mesma coisa. Quem dá essa conotação normalmente é a imprensa, é quem quer criticar. Esse disco está totalmente dentro do que eu sempre fiz".

Ele canta amores, desamores, brigas, desencontros. Desejo Me Chama, música há semanas nas rádios, fala de um amor "vitalício e fiel". Quem Vai Chorar Sou Eu, com participação de Zeca Pagodinho, fala do sujeito que vive "dois amores verdadeiros" sem culpas.

Machista, Carinho Não Pode Faltar fala da mulher que não se satisfaz só com carinho: precisa de presentes caros. Partido Agarradinho é o momento dança de salão do show (com bailarinos da companhia de Carlinhos de Jesus). O repertório foi testado em shows chamados Laboratório de Samba, numa casa da Lapa, dois meses atrás. Entre os compositores, Arlindo, Jorge Aragão, Arlindo, Xande de Pilares e Serginho Meriti, além de novatos. Só uma faixa, Muito Mais Além, é assinada por Diogo, co-compositor de sambas-enredo campeões por quatro vezes em sua escola de samba, a Portela.

"Não considero que eu seja um compositor de mão cheia, como um Arlindo Cruz, que fabrica samba 24 horas por dia. Os sambas que faço com meus parceiros surgem com naturalidade. Sou mais melodista", conta ainda ele.

Quando começou a cantar, ele sentiu o grande interesse gerado pelo fato de ser filho de João Nogueira (1941-2000). Diogo se provou competente, mas parece ainda buscar um caminho próprio. "São seis anos de carreira, aconteceu muita coisa em pouco tempo. Fui trabalhando degrau por degrau. No início o povo ficou curioso, a voz é igual, pensaram 'quero ver se ele é bom mesmo...' Graças a Deus nunca me preocupei com essas comparações, é um privilégio. Hoje já me conhecem pelo meu trabalho."

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