Maior maqueteiro do País visita Bienal de Arquitetura

Seu nome não é Nizan nem Duda, mas ele é sem dúvida o maior maqueteiro do Brasil. O chiste foi inevitável, mas ele é maqueteiro, note bem, e não maRqueteiro. O mestre-artesão Conny Baumgart, de 76 anos, é uma espécie de consultor informal do Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan). Está em via de concluir, em sua Santa Catarina natal, a maior maquete urbanística do País, uma réplica de 68 metros quadrados do centro histórico da cidade portuária de São Francisco do Sul, para o Museu do Mar. Detalhe: ele está recriando a cidade como ela era nos anos 40, com 260 carroças e 520 cavalos pelas ruas. Trabalha há três anos. Até outubro, Baumgart estará flanando pela 5.ª Bienal Internacional de Arquitetura e Design, no Parque do Ibirapuera, em São Paulo. Ele foi convidado pelo programa Monumenta (acordo entre o Ministério da Cultura e o Banco Interamericano de Desenvolvimento, de recuperação do patrimônio histórico nacional) para construir uma maquete do centro histórico de São Paulo durante a realização da Bienal. Baumgart é uma figuraça. Em andanças pela exposição, acompanhado da reportagem do Estado, ele examina a grande vedete da exposição, a maquete gigante da cidade de Tóquio, em Metrópoles. E demonta: "Não quero falar mal de japonês, mas tudo que fizeram aqui foi colar etiqueta em caixa de fósforo", diverte-se. Aprovou a maquete do Projeto Reluz, de revitalização da região da Luz, em São Paulo. "O camarada usou cedro, usou mogno, fez tudo de madeira e isso ficou muito bacana", comentou. Ex-mecânico naval em Hamburgo, Alemanha, durante a 2.ª Guerra Mundial, Conny Baumgart viveu com a mãe na Alemanha entre 1937 e 1947, embora tivesse nascido em Rio do Sul, Santa Catarina, em 1927.

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