Maior galeria do século 19 chega ao 21

Quando a ministra da Cultura, Ana de Hollanda, reabrir hoje a Galeria de Arte Brasileira do Século 19 do Museu Nacional de Belas Artes (MNBA), que estava cerrada desde 2008, por conta das obras no prédio centenário, vai receber um folder explicativo da exposição permanente. Se quiser, ouvirá explicações num dispositivo auditivo trilíngue. Grande coisa! - você pensou. Pois o público do MNBA não dispunha desses itens, presentes em todo grande museu do mundo, antes da reforma estrutural e interna, que consumiu R$ 15 milhões - e ainda não acabou, segundo a diretora, Monica Xexéo. Ela precisa de outros R$ 10 milhões.

Roberta Pennafort, O Estado de S.Paulo

17 de fevereiro de 2011 | 00h00

"Parece mentira. São coisas pequenas, mas grandes avanços para nós, uma instituição pública no Brasil", ela diz. Grande também é a importância da galeria. Aberta no início do século 20, tem 2 mil m² e a coleção do século 19 mais significativa do País. Estão nela os mais relevantes artistas que trabalharam por aqui no período: os brasileiros Pedro Américo, Vitor Meireles, Rodolfo Amoedo, Almeida Junior e Antônio Parreiras, o italiano Eliseu Visconti, o mexicano Rodolfo Bernardelli, os franceses da Missão Artística - uns historicamente mais reconhecidos do que outros.

Restauradas em sua maioria, cem obras que não eram expostas há décadas foram retiradas da abarrotada reserva técnica pelo curador, Pedro Xexéo: retratos, nus, paisagens de ateliê, esculturas. Agora, a galeria tem 220 obras. Um dos destaques, a primeira tela impressionista do Brasil, Efeitos de Sol, pintada por Belmiro de Almeida em 1893.

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