Maior bunker da Alemanha na Guerra Fria será aberto ao público

O maior bunker da Alemanha durante a guerra fria, construído para proteger o governo da antiga Alemanha Ocidental de um ataque nuclear, vai abrir suas portas de metal pressurizadas à visitação pública no fim de semana. Cravado sob a cidade de Ahrtal, localizada no oeste do país, perto de Bonn, a sede da antiga República Federal Alemã, o bunker foi planejado para abrigar 3.000 pessoas por até um mês. Agora, quase duas décadas depois da queda do Muro de Berlim, os visitantes poderão examinar o centro de controle, a sala de reuniões da presidência e a câmara de descontaminação. "É um lugar muito imponente. Faz você ficar bem tenso e desconfortável quando pensa na falta da luz do dia e como as pessoas iriam ter de viver e trabalhar lá por dias seguidos", disse Heinz Schoenewald, guia do centro de turismo de Ahrtal, que oferece visitas ao lugar. O local começou a ser cavado em 1903, como um túnel de ligação ferroviária com a França. Durante a Segunda Guerra Mundial, os nazistas usaram trabalhadores escravos dos campos de Auschwitz e Buchenwald para expandir as instalações, nas quais estocaram os foguetes V2. O governo da Alemanha Ocidental transformou o local em um bunker entre 1960 e 1972, no pico da Guerra Fria, e ele se tornou uma vasta rede labiríntica de túneis, espalhada por 17 quilômetros. Ao custo de 5 bilhões de marcos alemães em 1960 -- cerca de 10 bilhões de euros (15,19 bilhões de dólares) em valores atuais -- a obra foi o bunker mais caro da Alemanha na Guerra Fria. Abrigava cerca de 1.000 quartos, perto de 900 escritórios e cinco hospitais.

O Estadão deixou de dar suporte ao Internet Explorer 9 ou anterior. Clique aqui e saiba mais.