Magia para tratar de temas-tabu

No início, a plateia acompanha descontraída, relaxada, até descobrir estar diante de um tema delicado - essa é a rotina enfrentada pela Cia. Grito, que se especializou em espetáculos para jovens e crianças e que tratam de assuntos fora do comum, ousados até. Foi assim com O Marujo Caramujo e a Minhoca Tapioca (2005), que trata da separação dos pais, seguido de A Terra Onde Nunca Se Morre, de 2006, sobre um menino que descobre a finitude da vida.

Ubiratan Brasil, O Estado de S.Paulo

15 Abril 2011 | 00h00

E também de O Armário Mágico, que volta ao cartaz amanhã, no Teatro Cacilda Becker. Agora, o tema abordado é o câncer. Malu (Léia Rapozo)é uma menina que se recupera de leucemia e, por isso, vive boa parte do tempo em seu quarto. Na casa ao lado, está Tim (Alessandro Hernandez), garoto também retraído por conta das constantes mudanças de cidade promovidas pelos pais, cantores famosos.

Eles acabam se conhecendo graças a um toque de mágica: ambos têm seus armários separados apenas por uma parede e bastam os acordes de uma música para que o menino passe para o quarto da garota e vice-versa.

Filmada pela TV Cultura, a peça disputa agora o Prix Jeunesse Ibero-americano, destinado às melhores produções infanto-juvenis.

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