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Magia do mundo de Harry Potter em forma de museu

Visita ao set de filmagens atrai fãs, mas falta de interatividade atrapalha passeio

PEDRO CAIADO , ESPECIAL PARA O ESTADO , WATFORD, INGLATERRA, O Estado de S.Paulo

08 de abril de 2012 | 03h08

Sete meses após o fim da franquia mais bem sucedida da historia do cinema, o famoso bruxinho e sua turma da Escola de Hogwarts retornam com uma novidade: o tour pelos estúdios dos filmes de Harry Potter. Apesar do remoto local, há uma hora e meia de Londres, a exibição promete atrair fãs dos quatro cantos do mundo. Nos estúdios Leavesden, originalmente uma antiga fábrica de aviões da Rolls-Royce, foram filmados os oito filmes da franquia, além de 007 Contra GoldenEye e Star Wars Episódio 1: A Ameaça Fantasma. A Warner Bros. comprou os estúdios visando transformar o enorme espaço em local oficial de suas produções na Inglaterra, além de tornar a ideia do Museu Harry Potter uma realidade.

Desde os primeiros episódios da franquia, cenários foram guardados intactos durante as produções. Após um investimento de £100 milhões (U$160 milhões), os estúdios foram renovados para receber o grande público. Após uma breve introdução de Daniel Radcliffe, Emma Watson e Rupert Grint e um rápido filme mostrando os bastidores das gravações, a grande tela de cinema se levanta revelando as portas da escola de magias e bruxarias Hogwarts, dando acesso ao Grande Salão de Hogwarts, talvez o cenário mais famoso do filme. "Eu já vi muitas pessoas, não só crianças, quase desmaiarem após essa abertura", disse o diretor dos últimos quatro filmes da serie, David Yates.

O nível de detalhes impressiona. É quase obsessivo. Detalhes que talvez tenham passado despercebido pelo grande público durante os filmes ganharam destaque na exibição. Estão lá, por exemplo, as quase 17 mil caixas de varinhas mágicas criadas para o filme. No Grande Salão, alem das extensas mesas de madeira com cálices e pratos, estão pecas como o "Podium da Coruja", utilizado pelo Professor Dumbledore, coberto em ouro de verdade e velas derretidas com precisão. Também estão expostos figurinos, pecas, mobília, fotos e acessórios em diferentes cenários, que ajudam o público a recordar as passagens da série.

Não há duvida que o melhor do passeio pelos estúdios é conferir o nível elevado de criatividade produzido para a série de filmes por vários artistas ao longo dos anos. Porém a todo instante somos relembrados que não devemos tocar ou mexer nas pecas em exibição. "Por favor, não toquem em nada", alerta uma simpática guia do passeio. Se passamos rapidamente da barreira de segurança, um alarme nos relembra que esta exposição não foi pensada para ser apreciada em seus mínimos detalhes. Há pouca interatividade durante o tour, com exceção dos terminais eletrônicos ao redor da grande maquete da Escola de Hogwarts e a possibilidade de uma foto a bordo das vassouras voadoras (que mal se movem) em um cenário de fundo azul - pela bagatela de R$35.

As crianças podem sair um pouco frustradas por conferir uma atracão majoritariamente estática. "Foi ótimo, mas você só deve vir se for realmente um fã do Harry Potter", disse uma das crianças, de 10 anos, enquanto visitava a atracão junto com a imprensa. O passeio termina em uma loja que vende cópias da maioria das pecas exibidas no tour, uma parte do passeio que pode não agradar os pais desavisados. Um cabo de vassoura custa £195 (R$ 570) e um robe do Professor Dumbledore chega ao valor de £495 (R$ 1.500). "Crucio!", dirão os pais, citando a mais terrível palavra mágica do mundo de Harry Potter, aquela que causa tortura insuportável.

A equipe de atores, diretores e produtores não escondeu a sensação de nostalgia ao voltar aos estúdios. "Foi bastante emocionante. Eu cresci e fui à escola aqui. É tão legal ver a animação das pessoas que passam aqui; é como nos sentimos da primeira vez que entramos aqui. É ótimo poder dividir essa experiência com todo mundo", disse o ator Rupert Grint, que viveu Ron Weasley na franquia.

O ator Tom Felton, que interpretou Draco Mallfoy em todos os filmes da série, creditou a autora J.K Rowling por incentivar a leitura para uma geração não acostumada aos livros. "Eu me lembro quando tinha ainda 10 anos de idade, não era algo comum ver colegas lendo depois da escola. Ela mudou isso e, após Harry Potter, os fãs queriam tentar outros livros", disse o ator.

"É bom saber que o trabalho exibido aqui pode servir de inspiração", disse o ator Warwick Davis, que viveu o Professor Flitwick e Griphook nos filmes. "Esta é uma exibição não só para fãs do Harry Potter, mas para pessoas interessadas em cinema porque é uma rara oportunidade de ver os bastidores de como se fazem os filmes", disse o produtor da série, David Heyman.

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