Madonna no Brasil

Shows serão em dezembro, com ingressos de R$ 170 a R$ 850

ROBERTO NASCIMENTO , O Estado de S.Paulo

17 de abril de 2012 | 03h09

Foram divulgadas ontem as datas da turnê de Madonna pelo Brasil, em dezembro. A cantora se apresenta no Rio, em São Paulo e em Porto Alegre, nos dias 1.º, 4 e 9, respectivamente. O show de São Paulo, na terça-feira, dia 4, será no Estádio do Morumbi. O do Rio acontece no Parque dos Atletas, na Barra da Tijuca, e o de Porto Alegre, no Estádio Olímpico. Segundo a assessoria Time For Fun, há a possibilidade de novas datas serem anunciadas após o período inicial de venda de ingressos.

A diva vem à América do Sul (passa antes pela Cidade do México, por Medellín e depois por Santiago) para promover seu novo disco, MDNA, lançado no dia 23 de março. Não há novidade no preço dos ingressos para o show de São Paulo, todos com meia-entrada disponível. O mais caro, para a pista VIP, custará R$ 850, o mais barato, para a arquibancada laranja, custará R$ 170. O de pista custará R$ 360.

A venda de ingressos para o show em São Paulo começa nesta segunda-feira, dia 23, para clientes Ourocard, e é aberta para o público geral na quarta-feira, dia 25. As vendas para Porto Alegre começam no dia 24 ( clientes do cartão) e 25 (público geral) e as do Rio nos dias 02 e 04 de maio, com o mesmo esquema de preferência. Não haverá meia-entrada para o show em Porto Alegre.

Bilheteria. Segundo a assessoria, é esperada alguma lentidão no funcionamento do site, mas nada que se aproxime da caótica venda de ingressos para o último show de Madonna no Brasil, em 2008. A venda será feita pelo site www.ticketsforfun.com.br e também por pontos de venda da empresa e pela bilheteria oficial do Credicard Hall.

MDNA, o 12.º disco de Madonna, foi lançado no mês passado e causou controvérsia. Em princípio, o título do disco, um trocadilho entre o nome da cantora e a droga MDMA, estaria incentivando os fãs da cantora a usarem a droga. A situação piorou no fim do mês, durante o Ultra Music Festival, de Miami, quando a diva introduziu o produtor Avicii. "Quantas pessoas aqui viram Molly?", perguntou a cantora.

Perguntar onde está Molly é, em gíria de clubber, perguntar se alguém tem MDMA (derivado do ecstasy) para dividir ou vender. Irritado, o popular DJ Joel Zimmerman, conhecido como DeadMau5, postou no seu Facebook a seguinte mensagem: "Que legal, Madonna. 'HUR DUR HAS ANYONE SEEN MOLLY???' - Que ótima mensagem para os jovens amantes de múscia que foram ao Ultra", antes de escalar sua ofensiva, chegando a chamar a cantora de 'idiota'.

Madonna respondeu a Zimmerman no dia seguinte, quando em uma sessão de pergunta via Twitter, o DJ insistiu em perguntar: "Você é um modelo para centenas de milhões de pessoas. Você tem uma voz poderosa. A EDM (Electronic Dance Music) poderia se beneficiar de uma influência mais positiva, não essa besteira sobre 'Molly'". A cantora se esquivou, dizendo que a referência era sobre a música do disco chamada Has Anyone Seen Molly?.

Queda. Mesmo com a polêmica de Madonna e o oportunismo de DeadMau5, o próprio disco sofreu a maior queda de vendas da história, em sua segunda semana de vendas.

De acordo com a empresa Nielsen SoundScan, o álbum teve uma caída nas vendas 88% depois da semana inicial, chegando a 46 mil cópias depois de ter estreado com 359 mil. Isso provocou uma reflexão sobre o estado atual da imagem projetada pela cantora.

Como é de praxe, Madonna tenta se reinventar como uma diva da moçada, fazendo pop jovem e falando coisas que tenham ressonância. Mas, aos 53 anos, isso pode ser a perda de oportunidade para um digno amadurecimento artístico.

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