Madame Satã e...a mulher aranha

Tentação Fatal

Luiz Carlos Merten, O Estado de S.Paulo

26 de julho de 2010 | 00h00

15H50 NA GLOBO

(Teaching Mrs. Tingle). EUA, 1999. Direção de Kevin Williamson, com Helen Mirren, Katie Holmes, Jeffrey Tambor, Barry Watson, Marisa Coughlan, Molly Ringwald.

Depois de escrever a série Pânico para o diretor e produtor Wes Craven, Kevin Williamson resolveu fazer o seu terror. E concebeu esta história sobre professora que inferniza a vida dos alunos e três deles resolvem ensinar duas ou três coisas para a senhora Tingle, começando por amarrá-la à própria cama. Quem espera o terror cômico de Pânico vai encontrar outra coisa, meio psicológica, mas não mais densa. Helen Mirren, a "rainha", tem talento demais, mas nem ela consegue salvar o cartaz da Globo. Reprise, colorido, 95 min.

Garfield 2

22H NA GLOBO

(Garfield 2). EUA, 2006. Direção de Tim Hill, com Breckin Meyer, Jennifer Love Hewitt, Billy Connolly, Ian Abercrombie, Roger Rees, Lucy Davis.

No segundo filme da série, Garfield vai a Londres com o dono e é confundido com gato que acaba de ganhar uma herança e, por isso mesmo, tem de ser eliminado para que outros possam usufruir da fortuna. O Príncipe e o Mendigo em versão animal. Simpático, até porque o gatão é um personagem irresistível, feito com tecnologia de ponta. Mas o primeiro filme era (bem) melhor. Reprise, colorido, 80 min.

A Mosca

22h NA REDE BRASIL

(The Fly). EUA, 1986. Direção de David Cronenberg, com Jeff Goldblum, Geena Davis, John Getz e outros.

Cientista que realiza experiências de teletransporte vira cobaia do próprio invento, mas uma mosca entra com ele na máquina e, na hora de reconstituir as moléculas, as de ambos se misturam, criando um ser monstruoso. O Mosca original, de Kurt Neumann, dos anos 1950, era bem bom - e o grito de socorro do protagonista ("Help Me!", Me ajudem) até hoje repercute nos ouvidos dos cinéfilos. O problema de Cronenberg é que ele é muito ambicioso (e auto-consciente). Se não se levasse tão a sério, o filme poderia ser melhor. Reprise, colorido, 93 min.

O Beijo da Mulher-Aranha

1H35 NA GLOBO

(Kiss Of The Spider-Woman). Brasil, EUA, 1985. Direção de Hector Babenco, com William Hurt, Raul Julia, Sônia Braga, José Lewgoy, Mílton Gonçalves, Mirian Pires, Nuno Leal Maia, Fernando Torres, Patrício Bisso, Hérson Capri, Denise Dumont, Miguel Falabella, Ana Maria Braga, Cláudio Curi, Antônio Petrin.

Depois de abrir a mostra Cannes Classics e o Festival de Paulínia, na semana passada, o filme que Hector Babenco adaptou do livro de Manuel Puig volta à TV, mas não na mesma cópia. Cannes e Paulínia viram a versão restaurada, que não muda a estrutura, mas dá novo brilho ao (áudio)visual. No interior de São Paulo, Babenco disse que fez Mulher-Aranha para ganhar dinheiro (e que Hollywood lhe passou a perna). O tom do discurso foi outro em Cannes, bem mais solidário com o aporte do produtor norte-americano, que estava presente. O filme sobre preso político que divide a cela com travesti que vive no mundo imaginário da mulher sedutora do título mantém sua força. Uma poderosa subtrama diz respeito à pressão da ditadura para que o gay consiga extrair segredos do companheiro de cadeia. Os atores são ótimos, especial William Hurt, que ganhou o prêmio de interpretação em Cannes e o Oscar, pelo papel. Reprise, colorido, 120 min.

Amanhã

A Globo exibe amanhã, no Intercine, o preferido do público entre - Adaptação, de Spike Jonze, com Nicolas Cage, Meryl Streep, Chris Cooper, Maggie Gyllenhaal e Tilda Swinton, com roteiro de Charlie Kaufman, sobre escritor contratado para adaptar um livro, mas seu irmão gêmeo entra em cena com o mesmo objetivo e a situação fica complicada, incluindo a autora do romance, que também não é uma figura fácil (EUA, 2002, fone 0800-70-9011); e Jogada de Risco, de Hard Eight, com Philip Baker Hall, John C. Reilly, Gwyneth Paltrow, Samuel L. Jackson, F. William Parker e Phillip Seymour Hoffman, sobre jogador veterano que apadrinha garoto, mas as amizades perigosas deste último terminam por afastar os dois (EUA, 1996, fone 0800-70-9012).

TV Paga

Rainha Diaba

0H30 NO CANAL BRASIL

Brasil, 1974. Direção de Antônio Carlos Fontoura, com Milton Gonçalves, Stepan Nercessian, Odete Lara, Nelson Xavier.

Um dos grandes filmes da história do cinema brasileiro, na época em que Fontoura também era um grande diretor. Ele desenvolveu o argumento com o dramaturgo Plínio Marcos, sobre travesti que controla, a ferro e fogo, o tráfico de drogas na cidade. A personagem real é de Santos e pouco ou nada tem a ver com o célebre Madame Satã, de quem o cartaz da TV paga costuma ser apresentado como a biografia disfarçada. . Grandes cenas e uma interpretação antológica de Milton Gonçalves tornam o programa imperdível. Lázaro Ramos com certeza se inspirou em Milton para fazer a sua Madame Satã (no filme de Karin Ainouz). Reprise, colorido, 106 min.

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