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Macy Gray mistura hits e músicas novas em shows no Rio e SP

Cantora traz na bagagem sucessos, covers e músicas do último CD, 'The Sellout', o quinto de estúdio da carreira

AE, Agência Estado

25 de agosto de 2011 | 10h12

Vinda da pequena Canton, Ohio, residente em Los Angeles, solta no mundo com sua música, Macy Gray tem consciência de que os norte-americanos tendem a olhar para dentro e alienar o entorno. Doze anos depois de estrear no mundo dos hits, sua voz rouca viaja Europa, Ásia e Oceania, e suas experiências são compartilhadas na internet. Recém-chegada da África, onde debutou, ela canta amanhã no Rio - é a principal atração da noite de abertura do festival Back2Black.

"Eu estou no mundo todo. Sendo dos Estados Unidos, é fácil pensar que este é o único lugar do planeta, que você não precisa conhecer mais nada", diz, com naturalidade, de casa. "Mas tem tanta coisa para se conhecer! A música me permitiu fazer isso. Tenho muita sorte de ter minha própria estrada." Em julho, ela passou por festivais de blues e jazz em Angola, na Holanda, Suíça, Turquia e Geórgia, com os três filhos adolescentes a acompanhá-la.

The Sellout, lançado há pouco mais de um ano, é o quinto disco de estúdio da cantora. Puxado pela edificante Beauty In The World, tem cores tão distintas quanto a participação da jovem Romika (na sofrida Still Hurts), o hard rock do Velvet Revolver (Kissed It) e o romantismo trazido pela estrela do R&B Bobby Brown - o dueto fofo dos dois em Real Love.

Dona de dois Grammys, Macy já vendeu 15 milhões de discos. Nenhuma música se equiparou ao primeiro sucesso, I Try, de On How Life Is (1999). Na internet, Macy confessa que depois do fracasso do último CD, Big (2007), resolveu seguir o que todos estavam fazendo: contratar um produtor bombado, chamar compositores estourados, ficar magrinha para as fotos. "Mas ninguém retornou minhas ligações."

Parou de ouvir os outros, voltando-se a si mesma. Deprimida, fez letras que expressavam seus sentimentos íntimos. Sarou com a ajuda das crianças, e o sorriso se reabriu. "Ficou um álbum incrível. Ainda não foi tão ouvido quanto eu gostaria. Tudo que posso fazer é falar de onde estou nesse momento da minha vida, na minha carreira, não posso ir pela opinião dos outros", conta. No momento, trabalha em três CDs simultaneamente: um com dez covers, que deve ser lançado em fevereiro, um remake (faz segredo quanto ao original) e um de inéditas. As informações são do jornal O Estado de S. Paulo.

Back2Black - Estação Leopoldina (Av. Francisco Bicalho, s/nº, Rio de Janeiro). 6ª, 20h; sáb., 20h30; dom., 18h30. R$ 100/ R$ 250. Bourbon Street. Rua dos Chanés, 127, tel. (11) 5095-6100. 3ª, 21h. R$ 70/ R$ 120

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