Macacos hidráulicos movimentam o cenário

RIO

, O Estado de S.Paulo

02 de setembro de 2010 | 00h00

Os passeios por parque temáticos, especialmente os americanos em que a tecnologia da Nasa inspira brinquedos a simular voos espaciais, influenciaram decisivamente Daniela Thomas na criação do cenário de Pterodátilos. "Sempre desejei montar um palco móvel, que se alterasse de acordo com o momento da peça", conta ela, que viu no texto de Nicky Silver o caminho ideal.

Na montagem, à medida que a desintegração familiar é revelada, Todd, o filho que retorna por motivo de doença, descobre estranhos sinais sob o piso da casa. Ele começa a remover as tábuas e a terra por debaixo delas até encontrar a ossada de um pterodátilo. Tal escavação provoca desnivelamento do solo, obrigando os atores a se equilibrarem e também a pularem os buracos provocados por Todd.

Para conseguir o efeito, Daniela criou um tablado de 85 centímetros de altura. Dentro dele, macacos hidráulicos acionados por joystick promovem o movimento do piso como um navio em alto-mar. "O criador é um senhor chamado Batista, que se especializou em equipar carros alegóricos das escolas de samba com diversos tipos de movimento."

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