MAB expõe 92 peças pouco conhecidas

Como já é tradição, o MAB, Museu de Arte Brasileira, na Faap, apresenta anualmente obras de sua coleção e, este ano, a curadoria do museu decidiu trazer ao público trabalhos que há muito tempo não são expostos, seja porque não se encaixavam nas temáticas das exposições anteriores ou porque suas características não se adequavam ao espaço projetado para recebê-las. Pensando ser este o momento de o grande público voltar a ver essas obras, o cubano José Luis Hernándes, museólogo do MAB e curador da mostra, decidiu reapresentá-las. "A função do museu é mostrar tudo o que existe nele", explica Hernandes. A exposição foi dividida em núcleos. As obras estão agrupadas por datas de produção ou por temas em comum. O primeiro deles é o núcleo da natureza. Nesse espaço é possível encontrar obras de Olga Ferreira Dick, Sepp Baendereck, Kuno Schieffer e Francisco Brennand. O segundo bloco é o da natureza-morta e reúne desde obras com características mais acadêmicas, vistas no trabalho de Georg Fischer, até as mais contemporâneas, como as peças produzidas por Aldemir Martins. Ao avançar para o terceiro núcleo, o visitante conhecerá trabalhos da escola surrealista.A exposição conta com 92 peças e ainda exibe núcleos construtivistas e também peças que flutuam entre o figurativo e o abstrato, como a obra Novo Expressionismo, de Ivald Granato. Para terminar, o curador escolheu desenhos de Heinz Kühn, alguns deles inéditos, e que mostram o expressionismo alemão entre as décadas de 40 e 50. Nessa sala também é possível encontrar algumas esculturas de importantes nomes da arte brasileira e uruguaia. Ao despedir-se da mostra, o público encontra as duas novas aquisições do museu: Retrato de Menino, de José Pancetti, e uma obra sem título, de Celso Orsini.

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