Lygia pape radical

Mostra que será aberta no sábado, na Estação Pinacoteca, evidencia o caráter vanguardista de sua produção

MARIA HIRSZMAN , ESPECIAL PARA O ESTADO, O Estado de S.Paulo

15 de março de 2012 | 03h11

Espaço Imantado, exposição de Lygia Pape (1927-2004) que já foi vista em Madri e Londres, chega agora a São Paulo. Em versão um pouco mais enxuta do que a mostra original concebida para o Museu Reina Sofia - instituição em grande parte responsável pela inserção da arte brasileira no circuito internacional -, a mostra que será inaugurada depois de amanhã na Estação Pinacoteca propõe uma revisão da produção da artista, desde seus primeiros trabalhos de teor abstrato-construtivo, nos anos 1950, até a corporificação poética da luz na Tteia, um de seus últimos e mais impactantes trabalhos, que começou a ser idealizado ainda na década de 70, mas teve suas primeiras versões realizadas apenas três décadas depois.

Não se trata no entanto de uma retrospectiva nos moldes tradicionais, algo que contrariaria a própria essência criativa de Pape. A artista, que ocupou papel central no movimento neoconcreto e é certamente uma das principais referências da arte contemporânea brasileira, manteve uma vasta e diversificada produção. Mais do que percorrer de forma cronológica e exaustiva os trabalhos desenvolvidos ao longo de mais de meio século, os curadores Manuel Borja-Villel e Teresa Velázquez procuraram dar ênfase a obras pontuais, de grande significado em sua trajetória e que evidenciam o caráter vanguardista de seu trabalho. "O objetivo da exposição é revelar o caráter radical, experimental, transformador da obra de Lygia Pape", sintetiza Ivo Mesquita, curador-chefe da Pinacoteca.

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