Luxo e protesto nas passarelas de Paris

Encerrada a semana de moda de Paris, a Cidade das Luzes mostrou que continua sendo a meca do mundo fashion, movimentada por nada menos do que 87 desfiles. Mostrou ainda que o estilo Mary Quant, Paco Rabanne e André Courréges está de volta com tudo na inspiração anos 60 que dominou as passarelas para a moda outono-inverno, com muita minissaia (inventada por Mary) e o futurismo com jeito de Jetsons de Rabanne e Courrèges. E muitas peles, que causaram protestos intensos dos militantes da PETA (The People for the Ethical Treatment of Animals), organização que defende tratamento ético para os animais. Em seu último dia, o evento contou com a participação do brasileiro Walter Rodrigues, que mostrou hoje sua coleção outono-inverno.Um dos destaques da semana foi a sofisticação e sensualidade da grife Yves-Saint Laurent, desenhada pelo estilista norte-americano Tom Ford. O desfile da Chanel, assinado pelo estilista alemão Karl Lagerfeld, também mostrou que marca volta revigorada com modelos usando adoráveis tweeds. Luz Branca foi o nome dado à coleção outono-inverno da Chanel com algumas transparências evocando o branco da neve. Modelitos de minissaia em tweed branco-e-preto combinadas com a sobriedade das botas e meias longas. Shorts multicoloridos, jaquetas curtas. Vestidos delicados em tons pastéis.Stella MacCartney, que já foi muito criticada por seus modelos excessivamente sexys, volta agora mais cuidadosa. Os detalhes e cortes são sua marca que ganha um ar disco, uma aparência jovem, com blusas e jaquetas curtas, legs justas, saias nos joelhos e botas longas.John Galliano fez um verdadeiro show na passarela da Dior. Modelos com maquiagem exagerada, estolas de pele, cintas-liga e cores fortes, predominando o vermelho, como naqueles velhos filmes de Hollywood.Valentino, chique e sóbrio como sempre, explorou os tons do marrom ao azul marinho, enquanto Jean-Paul Gautier fez um desfile de bonecas, vestindo a modelo da temporada, a russa Natalia Vodianova com um baby-doll dos anos 60. Fez na verdade um misto de delicadeza feminina com moda para garotos, nas saias rocadas usadas com botinas curtinhas.A estilista australiana Collete Dinnig preferiu os shorts como looks, os drapeados e vestidos longos ou curtos, sempre muito elegantes, chamando atenção especialmente para suas lingeries. Já entre os estilistas orientais que marcaram as passarelas, destaque para Hiroaki Ohya, estilista de 31 anos que trabalhou com Issey Miyake. Ohya misturou referências que iam desde os esquimós, ao índio e ao afegão, ao mesmo tempo em que usou a seda branca estampada com silhuetas.Clique aqui para ver a galeria de fotos

Agencia Estado,

13 de março de 2003 | 20h30

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