Lula inaugura mostra de arte indígena na China

O presidente Lula inaugurou a exposição Amazonia - Native Traditions de arte indígena brasileira na Cidade Proibida, antiga residência do imperador, na noite de ontem, e hoje, foi o dia da inauguração do núcleo de cultura brasileira na Universidade de Pequim, na China. O presidente percorreu as 344 obras - entre esculturas, cocares, amuletos e utensílios de várias nações indígenas - ao lado da vice-primeira-ministra da China, Cheng Zhiling. Ela perguntou ao presidente sobre a situação dos índios no Brasil. Lula respondeu que há 470 mil índios no País, e que essa população praticamente dobrou nos últimos 30 anos, depois da demarcação maciça de terras. "Isso é importante não só para o Brasil, mas também para a humanidade", comentou Zhiling. Cerca de 12 mil turistas visitam a Cidade Proibida por dia. Espera-se que nos 90 dias de exposição meio milhão de visitantes entre no pavilhão onde estão exibidias as obras. A exposição foi organizada pela BrasilConnects, a mesma que levou os Guerreiros de Xian ao Brasil. O patrocínio é da Companhia Vale do Rio Doce e da Embraer. Já o núcleo de cultura brasileira tem como objetivo principal o ensino do português e já conta com 20 alunos chineses de língua portuguesa. Há cinco cursos de português na China, mas esse é o primeiro que ensina a forma falada no Brasil. Entre os projetos do núcleo está o de reeditar as traduções para o chinês de clássicos da literatura brasileira, que estão esgotados. A chefe do setor cultural da embaixada do Brasil em Pequim, Maria Lúcia Verdi, pediu doações de livros brasileiros para a biblioteca do novo núcleo.

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