Luiz Paulo Horta põe em livro suas reflexões sobre a Bíblia BIBLIOTECA RELIGIOSA

JOSÉ MARIA MAYRINK

O Estado de S.Paulo

05 de novembro de 2011 | 03h08

Obra mais divulgada e com certeza mais lida no mundo, em todos os tempos, a Bíblia continua surpreendendo os leitores que se debruçam sobre suas páginas com a piedade dos judeus e dos cristãos devotos ou mesmo com a curiosidade dos intelectuais agnósticos.

Luiz Paulo Horta, jornalista, escritor, crítico de música clássica, membro da Academia Brasileira de Letras e da Academia Brasileira de Música, caminha pelas trilhas de extraordinárias descobertas nas reflexões pessoais que bem resumiu nos 37 capítulos de A Bíblia: Um Diário de Leitura. Não é, porém, a ficha de um profissional competente, mas a convicção de católico que faz a grandeza da obra.

"Este livro surgiu a partir de um grupo de leitura da Bíblia que se reunia em Botafogo, Rio de Janeiro, em meados dos anos 1990", informa o autor, especialista no tema, na apresentação do volume, referindo-se aos 20 ou 30 amigos que se encontravam às segundas-feiras "para ler e discutir, sem pressa, um capítulo depois do outro, essa pequena biblioteca que se chama a Bíblia". Foi tão proveitoso, que Horta decidiu compartilhar com mais gente suas reflexões e descobertas.

A abordagem é seletiva e espontânea. De capítulos didáticos como quem escreveu a Bíblia e o gênero literário de seus livros, as páginas dessa pequena obra de intensa espiritualidade chegam à discussão de temas e personagens marcantes. Nos nove capítulos finais, sobressai a imagem de Cristo, ao lado de Maria e de João Batista, o precursor. Ao descrever a condenação, a morte e a ressurreição de Jesus, Luiz Paulo Horta deixa extravasar seus sentimentos de cristão comprometido com uma história humano-divina de amor e sofrimento extremos.

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