Luiz Braga registra a luz dura de Belém do Pará

A luz de Belém do Pará é uma luz dura, difícil de captar - a cidade está a um grau de latitude da linha do Equador -, diz o fotógrafo Luiz Braga. Mas ao dominá-la, revela cores e matizes inusitados, habitantes, paisagens, uma cultura popular. Na grande maioria das fotografias do paraense, essa luz particular é o que mais chama a atenção: um entardecer lilás atrás de uma estrutura de madeira que se faz verde; uma barraca de venda laranja na frente de um azul inexplicável... e assim vai dando para perceber as composições de cada uma de suas belas imagens. "Só agora me dei conta que são 30 anos de carreira", diz Braga, que inaugura hoje a mostra Retratos Amazônicos, uma antologia com mais de 50 obras reunidas na Sala Paulo Figueiredo do Museu de Arte Moderna de São Paulo (MAM). Com curadoria de Tadeu Chiarelli, a exposição apresenta trabalhos realizados desde a década de 70 - e alguns são inéditos. Mais adiante será lançado um livro-catálogo pela Imprensa Oficial com imagens e textos de diversos autores sobre a obra do premiado fotógrafo. Em 30 anos de trajetória, Braga afirma que nunca passou mais de 30 dias fora do Pará, sua terra. Quando começou seu trabalho, Braga tinha em mente que queria fazer um trabalho autoral e sua fonte foi seu próprio lugar, suas pessoas e cultura, a "caboclice". Serviço - Luiz Braga. MAM. Av. Pedro Álvares Cabral, x/n. Pq. Do Ibirapuera, portão 3, tel: 5549-9688. 10h/18h (5.ª , até 22h; fecha 2.ª). R$ 5,50. Até 3/4. Abertura hoje, às 19h.

Agencia Estado,

17 de fevereiro de 2005 | 15h22

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