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João Wady Cury
Palco, plateia e coxia
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Luciana Paes a mil em Santiago

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João Wady Cury, O Estado de S.Paulo

18 Janeiro 2018 | 02h00

Luciana Paes, atriz da Cia Hiato, apresenta hoje e amanhã para curadores de vários países durante o festival Santiago a Mil, no Chile, o monólogo Calipso ou O Desaparecimento do Amor - parte da nova montagem da companhia, Odisseia, baseada na obra homônima de Homero. Calipso foi apresentado pela primeira vez em 2017, na Holanda, depois de uma residência de três semanas no Grand Theather. Tudo indica que o salto da companhia será maior já que as apresentações em Santiago estão sendo promovidas pela produtora norte-americana do grupo visando a uma turnê internacional. A estreia de Odisseia será neste primeiro semestre, pasmem, na Grécia. Homero já deve estar se jactando de felicidade incontida.

CORRA, LOLA, CORRA 

Foi dada a largada para a 5.ª edição da Mostra Internacional de Teatro de São Paulo, a MITsp, que será realizada no período de 1.º a 11 de março. O primeiro dos eventos paralelos já pode ser acessado a partir de 30 de janeiro com a abertura de inscrições para o workshop da dramaturga e diretora argentina Lola Arias. A ideia é instigante: propor ao grupo de participantes selecionados uma investigação sobre uma história pela qual são secretamente aficionados. Vai ser incrível, com humanos se libertando das amarras na oficina. As ações pedagógicas da MITsp começam antes mesmo da mostra. Esta, chamada Meus Documentos, tem inscrições de 30 de janeiro a 15 de fevereiro no site mitsp.org e o resultado da seleção será divulgado no dia 23 de fevereiro.

ABRACE A LOLA E DANCE 

Lola Arias é multiartista: escreve poesias, canta, toca instrumentos e compõe músicas, faz performances, concepção de exposições de artes visuais, além de dramaturgia e direção teatral. O foco de seu trabalho tem sido elaborar discursos cênicos que permeiem a realidade e a ficção, entrelaçando-as. É uma autora nervosa, no melhor dos sentidos, e tem uma produção encorpada. Dentre as peças de sua autoria - que também dirigiu - se destacam Mi Vida Después, That Enemy Within, The Year I Was Born, Melancholy and Demonstrations, The Art of Making Money, The Art of Arriving, Minefield and Atlas of Communism. Deve agitar a MITsp com sua ficção.

QUERIDINHO DO ROYAL

A estreia de O Rio, amanhã, no Sesc Consolação, com direção de Nelson Barkerville e Maria Manoella, Virginia Cavendish e o próprio diretor no elenco, joga foco em um dos autores mais badalados da cena londrina. Jeremy “Jez” Butterworth é um azougue e virou rei do teatro na terra do bom e velho Will, nosso bardo preferido - e tudo indica que não vai parar por aí. O mesmo texto que estreia amanhã em São Paulo chegou à Broadway em 2014 com o australiano Hugh Jackman no elenco - este, mais conhecido na pele de Wolverine. Ano passado o novo texto de Jez, The Ferryman, bateu o recorde histórico de vendas no Royal Court na montagem dirigida por Sam Mendes (no cinema dirigiu Beleza Americana e Skyfall).

3 PERGUNTAS PARA

Christiane Couto - Atriz, curte passar o dia com a filha e trabalhar

1. O que é ser atriz?

Não fala assim que eu choro!

2. Peça que foi uma revelação?

Foram duas. Macunaíma, dirigida por Antunes Filho, com Cacá Carvalho. Uma coisa monstruosa. E Noite de Reis, do Theatre du Soleil. Não falava uma palavra em francês. Ri, chorei e entendi o poder do teatro.

3. Como gostaria de morrer em cena?

Enfarte fulminante.

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