Janete Longo/AE
Janete Longo/AE

Loyola Brandão: Festival é hora de 'ficar cara a cara' com leitor

Vencedor do Prêmio Jabuti ressalta oportunidade de estar próximo do público ao falar de feira literária

Fabiana Marchezi, do estadao.com.br,

29 de maio de 2009 | 08h29

 A proximidade entre o escritor e o seu público é um dos grandes diferenciais que um evento literário pode oferecer aos seus participantes na visão do escritor e jornalista Ignácio de Loyola Brandão. Autor de mais de 30 livros e vencedor do Prêmio Jabuti na categoria contos em 2000, por "O homem que odiava a segunda-feira", e de ficção em 2008 com o livro infantil "O Menino que Vendia Palavras", Loyola Brandão avalia a importância do 2º Festival da Mantiqueira - Diálogos com a Literatura, que acontece a partir desta sexta-feira, 29, em São Francisco Xavier.

 

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P. Qual é a importância de festivais como este e da Festa Literária Internacional de Paraty (Flip) para o escritor e para o leitor? E qual é a contribuição destes eventos para a literatura?

Todo evento deste tipo, seja uma feira pequena, seja uma Festa Literária Internacional de Paraty (Flip), seja uma Jornada de Passo Fundo (RS), que é gigantesca, ou um festival do interior, eu acho da maior importância para a literatura e para o escritor, porque ele coloca o escritor em contato com o público e, em geral, com os leitores dele. É o momento em que o leitor encontra o seu escritor. Porque nós escrevemos fechados, não sabemos para quem vai. Mesmo quando vai para a livraria, não sabemos quem compra. O festival é o momento de você ficar cara a cara com o leitor. Em segundo lugar, são eventos que durante dias e dias chamam a atenção para o livro e para a literatura. É uma forma de seduzir, conquistar, mostrar que a literatura brasileira está aí, que os livros estão aí, que o livro é uma coisa importante na vida, que o livro tem que ser desmistificado. Acho fundamental este tipo de evento.

 

P. Qual vai ser a sua participação neste festival, especificamente?

No domingo, eu estarei na tenda dos estudantes falando sobre meu livro "Cadeiras Proibidas", que foi lançado em 1976. O livro já está na décima edição e pega o público jovem. É uma série de contos fantásticos, são metáforas sobre os tempos da ditadura. Mas são contos que hoje em dia são lidos normalmente, como se fosse uma fábula sobre a realidade brasileira, paulista e sobre as coisas mais incríveis. A discussão vai ser a inspiração deste livro e a inspiração de todos os contos.

 

P. Como o senhor vê a literatura brasileira hoje? Há bons novos autores?

Depois de um período de transição e de uma certa estagnação, a literatura brasileira está voltando com muita força. Tem uma série de autores bons e pessoas inquietas. Desde Marcel Aquino até João Paulo Cuenca, Ivana Arruda Leite, Marcelino Freire, Simone Campos, Antonio Prata pessoas que estão tentando fazer uma literatura nova, moderna e atual.

 

P. O festival é uma maneira de incentivo à leitura?

O festival é uma das boas coisas que pode acontecer para incentivar a leitura, é fundamental. Porque agita, põe na mídia, põe a pessoa em contato com os livros. É importantíssimo.

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