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'Looper - Assassinos do Futuro' chega aos cinemas brasileiros

No filme, o ator Gordon-Levitt vive versão jovem de Bruce Willis que tem de eliminar a si mesmo

ELAINE GUERINI - ESPECIAL PARA O 'ESTADO',

27 de setembro de 2012 | 03h08

TORONTO - Para ganhar o seu primeiro protagonista em filme tipicamente hollywoodiano, Joseph Gordon-Levitt precisou estudar a linguagem corporal e a cadência da voz de Bruce Willis. O ator californiano de 31 anos ainda enfrentou sessões de maquiagem diárias de três horas, em que teve o rosto adaptado aos traços do astro da franquia Duro de Matar.

A transformação, buscando a versão mais jovem de Willis ocorreu no set do thriller Looper - Assassinos do Futuro. "Para não ser uma mera imitação de Bruce, procurei resgatar o seu espírito também, sobretudo da época em que ele era um herói de ação nas telas'', afirmou Gordon-Levitt, obrigado a usar lentes de contato (de cor verde) e prótese no nariz e no queixo durante as filmagens. "Estudei minuciosamente todos os personagens que Bruce já fez e ainda joguei as falas de muitos deles no iPod, para ouvir e repetir até cansar.''

Depois de abrir no início do mês a 37.ª edição do Tiff (Toronto International Film Festival), o título de ficção científica chega amanhã aos cinemas do Brasil. Ambientado em 2040, Looper traz Gordon-Levitt na pele de um matador profissional especializado em eliminar alvos enviados do futuro por gângsteres.

Tudo vai bem até ele ter de liquidar a versão 30 anos mais velha de si mesmo (interpretada por Bruce Willis). Os segundos de hesitação, antes de o assassino apertar o gatilho, são suficientes para o Joe de 2070 escapar no presente da história. Como já é tradição nos filmes que envolvem viagem no tempo, o fato influencia o curso natural das coisas, alterando o destino do personagem jovem e, ao mesmo tempo, as memórias do mais velho.

"Não se trata de um filme de ação comum. Looper traz ideias inteligentes e implicações filosóficas em torno de uma velha questão: nós escrevemos o nosso destino ou ele já está escrito?'', comentou Gordon-Levitt, produtor executivo do filme. A direção é de Rian Johnson, um de seus melhores amigos. A dupla iniciou a parceria em As Pontas de Um Crime (2005), estendendo-a em Vigaristas (2008). "É impossível sair da sala de cinema sem questionar o que você diria ao seu eu do passado ou seu eu do futuro, se pudesse encontrá-los para uma longa conversa.''

Looper pode dar o empurrãozinho que falta à carreira do ator - até então mais conhecido nas telas por papéis de coadjuvante em superproduções, como A Origem (2010) e Batman: O Cavaleiro das Trevas Ressurge (2012), ou por encabeçar o elenco de filmes de orçamento modesto, como (500) Dias com Ela (2009) e 50% (2011).

"Acho que chegou a minha vez. Minha vida profissional deu uma acelerada nos últimos anos'', disse o ator, que iniciou a carreira ainda criança. Depois de vários trabalhos na TV, ele debutou no cinema fazendo uma ponta em Beethoven, o Magnífico (1992), aos 11 anos, ganhando o seu primeiro papel logo em seguida, em Nada É para Sempre' (1992), com direção de Robert Redford.

Mais tarde, Gordon-Levitt voltou à TV, quando encarnou o alienígena Tommy Solomon na série 3rd Rock from the Sun (1996-2001). "É espantoso saber que o programa está até hoje no ar, em vários países do mundo. É sempre estranho me ver tão garoto, ainda mais nas temporadas em que apareço de cabelo comprido.''

Recentemente, o ator encerrou as filmagens de Lincoln, cinebiografia de Abraham Lincoln (1809-1865) assinada por Steven Spielberg. Um dos possíveis candidatos ao próximo Oscar (com previsão de estreia em fevereiro), o filme traz Gordon-Levitt como Robert, o filho mais velho do presidente (interpretado por Daniel Day-Lewis). "Precisei me beliscar para acreditar que estava mesmo num set de Spielberg. O que mais me impressionou foi como o diretor se diverte enquanto filma. Atrás da câmera, ele parece uma criança."

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